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Ilustrada
27/08/2007 - 11h52

"Vidas Opostas" termina nesta segunda com mais violência no Torto

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PATRICIA CICHINI
do Agora

"Vidas Opostas" termina hoje, com ação, violência no morro do Torto, finais felizes e média geral de 13 pontos no Ibope, a segunda maior audiência em novelas da Record. O folhetim só perdeu para "Prova de Amor", de Tiago Santiago, que teve média de 17 pontos.

O autor Marcilio Moraes apostou em altas doses de realismo para desenrolar a trama, e a receita parece ter dado certo. Na última quinta-feira, a novela ameaçou a Globo e ficou durante 21 minutos em primeiro lugar no Ibope, com 19 pontos de média e pico de 23. No horário, a concorrente exibia o humorístico "A Grande Família".

Para Claudino Mayer, especialista em teledramaturgia, a Record trouxe uma proposta que as outras emissoras nunca tiveram. "A novela mostrou uma favela diferente, e o que levantou a audiência foi justamente o morro. O folhetim nos faz refletir sobre o momento que estamos vivendo", analisa.

O autor da trama comemora. Para Moraes, uma boa história, antes de tudo, é o que segura uma novela. "O espectador estava querendo ver isso. 'Vidas Opostas' fala de uma realidade que estava ausente nas novelas".

Na opinião dele, as cenas de violência tiveram um propósito. "Não me segurei, deixei correr. A realidade dos meus personagens era violenta, e o horário permitia, não tinha razão para me intimidar."

Lucinha Lins, que interpreta Ísis, adianta que nem os atores sabem como a história termina. Ela, assim como outros personagens, tem dois finais gravados. "Só será decidido na hora. Pode parecer brincadeira de criança, mas estou adorando."

O que já está certo é que Miguel (Leo Rosa) e Joana (Maytê Piragibe) ficam juntos. Jacson (Heitor Martinez) deixa o mocinho viver e morre em um conflito no Torto. Os vilões, mesmo com duas opções gravadas, não serão poupados de um final infeliz. É o caso do delegado Nogueira (Marcelo Serrado) e da estilista Erínia (Lavínia Vlasak).

 

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