Arte abstrata na América Latina ganha mostra em Nova York
da France Presse, em Nova York
A partir de 12 de setembro, a galeria de arte Grey, da Universidade de Nova York, abre aos visitantes a exposição "A Geometria da esperança: arte abstrata na América Latina".
| Paulo Garcez/Divulgação |
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| Artista plástico Hélio Oiticica, em foto do livro "A Arte do Encontro", de Paulo Garcez |
Ao todo serão 130 obras, que expõem uma faceta menos conhecida da produção contemporânea no continente. Representam o Brasil os artistas Geraldo Barros, Waldemar Cordeiro (1925-1973) e Hélio Oiticica (1937-1980).
A exposição registra cidades e períodos chave para o desenvolvimento da arte abstrata na América Latina: São Paulo e Rio de Janeiro nos anos 50 e 60, Montevidéu nos anos 30, Buenos Aires nos anos 40 e Caracas nos anos 60 e 70 e até a Paris dos anos 60.
A inclusão de Paris, como cidade "latino-americana", busca destacar a natureza cosmopolita e internacional que a corrente abstrata teve na região.
Inaugurada pouco antes dos tradicionais leilões que ocorrem nesta época do ano, a exposição coincide com o renovado interesse pelos latinos. Estes artistas bateram recordes de vendas no início de 2007, inclusive com obras de correntes pouco conhecidas.
As obras da exposição pertencem à venezuelana Patricia Cisneros - esposa do magnata da comunicação Gustavo Cisneros - uma das coleções mais importantes da América Latina.
Junto com a exposição, as universidades de Nova York e do Texas apresentarão um simpósio com especialistas, concertos e uma conferência sobre os artistas latino-americanos em Paris durante a Guerra Fria. A mostra permanecerá aberta até 8 de dezembro.
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