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Ilustrada
03/09/2007 - 18h50

Arte abstrata na América Latina ganha mostra em Nova York

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da France Presse, em Nova York

A partir de 12 de setembro, a galeria de arte Grey, da Universidade de Nova York, abre aos visitantes a exposição "A Geometria da esperança: arte abstrata na América Latina".

Paulo Garcez/Divulgação
Artista plástico Hélio Oiticica, em foto do livro "A Arte do Encontro", de Paulo Garcez
Artista plástico Hélio Oiticica, em foto do livro "A Arte do Encontro", de Paulo Garcez

Ao todo serão 130 obras, que expõem uma faceta menos conhecida da produção contemporânea no continente. Representam o Brasil os artistas Geraldo Barros, Waldemar Cordeiro (1925-1973) e Hélio Oiticica (1937-1980).

A exposição registra cidades e períodos chave para o desenvolvimento da arte abstrata na América Latina: São Paulo e Rio de Janeiro nos anos 50 e 60, Montevidéu nos anos 30, Buenos Aires nos anos 40 e Caracas nos anos 60 e 70 e até a Paris dos anos 60.

A inclusão de Paris, como cidade "latino-americana", busca destacar a natureza cosmopolita e internacional que a corrente abstrata teve na região.

Inaugurada pouco antes dos tradicionais leilões que ocorrem nesta época do ano, a exposição coincide com o renovado interesse pelos latinos. Estes artistas bateram recordes de vendas no início de 2007, inclusive com obras de correntes pouco conhecidas.

As obras da exposição pertencem à venezuelana Patricia Cisneros - esposa do magnata da comunicação Gustavo Cisneros - uma das coleções mais importantes da América Latina.

Junto com a exposição, as universidades de Nova York e do Texas apresentarão um simpósio com especialistas, concertos e uma conferência sobre os artistas latino-americanos em Paris durante a Guerra Fria. A mostra permanecerá aberta até 8 de dezembro.

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