Bob Dylan e jovens de Taiwan são destaques em Veneza
da Efe, em Veneza
A 64º edição do Festival de Cinema de Veneza apresentou hoje dois filmes que falam de sexo, depressão e psicodelia: a biografia do cantor e poeta americano Bob Dylan e a vida de um jovem taiuanês.
| Esteban Cobo/Efe |
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| Filme sobre Bob Dylan foi destaque hoje no Festival de Veneza |
O primeiro deles, "I'm not there", é dirigido por Todd Haynes, e mostra a vida de Dylan através de múltiplos protagonistas. O longa traz um pouco da história dos Estados Unidos no século 20, e apresenta as faces dessa América dividida entre o campo e a cidade.
Em entrevista coletiva, o diretor disse que o filme "tenta expandir Bob Dylan e sua obra, e não reduzi-los, como fizeram muitos". Haynes comentou ainda que, talvez por isso, obteve permissão de Dylan para realizar a produção. Esta é a primeira biografia autorizada do cantor em versão para o cinema.
"É impossível reduzir alguém tão grande e que lutou por toda a sua vida para descobrir quem era", acrescentou Todd Haynes, que dirigiu filmes como "Safe" (1994) e "Longe do Paraíso" (2002).
Outra produção também exibida hoje no Festival é o taiuanês "Bangbang wo aishen" ("Help me eros"), de Lee Kang Sheng, que mostra cenas de sexo e imagens comuns misturadas à psicodelia das discotecas contemporâneas, com um resultado surpreendente, que causa impacto à primeira vista.
"É um filme autobiográfico", afirmou Kang Sheng em entrevista coletiva, na qual disse que quis representar a juventude de Taiwan, "que assim como a do mundo inteiro, vive sob uma grande pressão, sobretudo do tempo".
Yin Shin, uma das atrizes do filme, disse que as cenas de sexo foram mal recebidas por sua família.
"A sociedade taiuanesa ainda é muito conservadora", criticou Kang Sheng.
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