Ilustrada
02/10/2007 - 12h57

Criador de Zé do Caixão ganha retrospectiva de filmes em Brasília

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da Folha Online

Em comemoração aos 50 anos de carreira, o cineasta José Mojica Marins será homenageado no Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília.

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Projeto comemora os 50 anos de carreira do criador de Zé do Caixão
Projeto comemora os 50 anos de carreira do criador de Zé do Caixão

A retrospectiva das obras de terror do criador de Zé do Caixão será realizada de 9 a 21 deste mês. Além da mostra, está programada uma palestra com o cineasta.

A mostra de repertório é organizada pelo cineasta Eugênio Puppo para reviver a cinematografia de um ícone do cinema nacional.

Embora seja conhecido como precursor do cinema de horror no Brasil, com filmes consagrados como "À Meia-Noite Levarei Sua Alma", "Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver", "O Estranho Mundo de Zé do Caixão" e "O Despertar da Besta", Mojica também trabalhou sob outros gêneros cinematográficos, como melodrama, faroeste, pornochanchada e até sexo explícito.

Vida de Mojica

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Cena do filme "O Despertar da Besta", que foi apreendido e censurado pela ditadura militar
Cena do filme "O Despertar da Besta", que foi apreendido e censurado pela ditadura militar

Nascido em 13 de março de 1936, José Mojica Marins é um artista precoce. Durante parte da infância, morou no cinema onde o pai trabalhava e logo começou a apreciar tanto a sétima arte quanto o teatro e os quadrinhos. Com 12 anos, ganhou do pai uma câmera 8mm e partiu em uma grande empreitada, sempre com pouco dinheiro, até conseguir filmar seu primeiro longa-metragem, "A Sina do Aventureiro", que estreou em São Paulo em 1959, no Cine Coral.

Desde muito cedo, o cineasta investiu tudo o que tinha no cinema. Com a pequena produtora Indústria Cinematográfica Apolo Ltda, criada por ele mesmo, Mojica criou uma escola de interpretação e, assim, conseguiu buscar meios para realizar seus filmes. Além disso, também chegou a lançar revistas e gibis.

José Mojica Marins foi um dos cineastas mais censurados pela ditadura militar. Seu filme "O Despertar da Besta" (1969, ex-Ritual dos Sádicos) é um exemplo da perseguição que o cineasta sofreu ao ter o negativo do filme mutilado pela Censura Federal. Mojica só pôde assistir a versão integral do filme em março de 2002.

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