Morre Paulo Autran; corpo será cremado neste sábado
da Folha Online
O corpo do ator Paulo Autran (1922-2007) começou a ser velado por volta das 21h30 desta sexta-feira (12) na Assembléia de São Paulo, na zona sul da capital paulista. Segundo a assessoria de imprensa da Assembléia, ele será cremado amanhã, às 11 horas, no crematório da Vila Alpina, na zona leste.
O governador do Estado, José Serra (PSDB), e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), informaram, através de suas assessorias, que vão acompanhar o funeral amanhã (13).
| Joao Sal/Folha Imagem |
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| Corpo de Paulo Autran é velado na Assembléia Legislativa de São Paulo |
O ator carioca Paulo Autran morreu nesta sexta-feira aos 85 anos. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês (centro de SP). A pedido da família, as causas da morte não serão divulgadas.
Autran já havia sido internado no sábado passado (5) e recebido alta na terça-feira (9). O ator fazia tratamento de rádio e quimioterapia.
Autran lutava contra câncer de pulmão e enfisema pulmonar há cerca de um ano.
Carreira
Nascido no Rio de Janeiro e formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (Universidade de São Paulo) em 1945, Paulo Autran chegou a abrir um escritório antes de assumir a carreira artística. Ele estreou em um palco (ainda amador) em 1947.
Na TV, seu último trabalho foi na minissérie "Hilda Furacão" (1998), da Globo. Entre seus trabalhos nesse veículo se destacam "Pai Herói" (1979), "Guerra dos Sexos" (1983), "Sassaricando" (1987) e "Brasileiras e Brasileiros" (1990).
Já no cinema esteve recentemente em "A Máquina" (2005) e "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" (2006).
É no Teatro que Autran possui seu currículo mais extenso. Alguns sucessos do ator nos palcos foram "Otelo", "Antígone", "My Fair Lady", "Liberdade, Liberdade", "A Morte do Caixeiro Viajante", "Visitando o Sr. Green" e "Adivinhe quem Vem para Rezar".
"O Avarento" foi sua 90º montagem teatral. A peça foi traduzida e adaptada por Felipe Hirsch.
Cuspidela
Em sabatina realizada pela Folha em novembro de 2005, Autran lembrou momentos insólitos de sua trajetória, como quando cuspiu em Paulo Francis (1930-1997), então crítico de teatro, em defesa da amiga Tônia Carrero.
"Juntei bastante cuspe e cuspi com prazer", recorda ele. Em outra oportunidade, tentou dar um soco no crítico pelo mesmo motivo, mas não foi muito bem-sucedido. "Nunca havia dado um soco em ninguém. É difícil, sabe? O corpo se contrai, o braço fica sem força" revelou, bem-humorado.
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Especial




Colocava amor em tudo que fazia.
Ele não morreu pois pessoas assim especiais como ele jamais morrem. Apenas despediu-se desse plano. Descanse em paz, meu querido e admirável ator Paulo Autran. Com carinho da fã, LucianaB.
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