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13/10/2007 - 09h09

Corpo de Paulo Autran deve deixar Assembléia Legislativa às 11h

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da Folha Online

O corpo do ator Paulo Autran (1922-2007), que morreu nesta sexta-feira, às 16h10, deve ser levado da Assembléia Legislativa de São Paulo por volta das 11h deste sábado para o crematório da Vila Alpina, na zona leste da cidade. O corpo do ator é velado no local desde as 21h30 de ontem e será cremado.

O ator carioca Paulo Autran morreu nesta sexta-feira aos 85 anos, vítima de câncer e enfisema pulmonar. Ele estava internado no hospital Sírio-Libanês (centro de SP). Segundo sua mulher, Karin Rodrigues, ele pediu que fosse divulgado que o o cigarro causou sua morte.

João Sal/Folha Imagem
Ator Paulo Autran durante a peça "O Rim", no Teatro Folha, em 2006, em São Paulo
Ator Paulo Autran durante a peça "O Rim", no Teatro Folha, em 2006, em São Paulo

Autran já havia sido internado no sábado passado (5) e recebido alta na terça-feira (9). O ator fazia tratamento de rádio e quimioterapia.

Autran lutava contra câncer de pulmão e enfisema pulmonar há cerca de um ano.

Carreira

Nascido no Rio de Janeiro e formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (Universidade de São Paulo) em 1945, Paulo Autran chegou a abrir um escritório antes de assumir a carreira artística. Ele estreou em um palco (ainda amador) em 1947.

Na TV, seu último trabalho foi na minissérie "Hilda Furacão" (1998), da Globo. Entre seus trabalhos nesse veículo se destacam "Pai Herói" (1979), "Guerra dos Sexos" (1983), "Sassaricando" (1987) e "Brasileiras e Brasileiros" (1990).

Já no cinema esteve recentemente em 'A Máquina' (2005) e "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" (2006).

É no Teatro que Autran possui seu currículo mais extenso. Alguns sucessos do ator nos palcos foram "Otelo", "Antígone", "My Fair Lady", "Liberdade, Liberdade", "A Morte do Caixeiro Viajante", "Visitando o Sr. Green" e "Adivinhe quem Vem para Rezar".

"O Avarento" foi sua 90º montagem teatral. A peça foi traduzida e adaptada por Felipe Hirsch.

Cuspidela

Em sabatina realizada pela Folha em novembro de 2005, Autran lembrou momentos insólitos de sua trajetória, como quando cuspiu em Paulo Francis (1930-1997), então crítico de teatro, em defesa da amiga Tônia Carrero.

"Juntei bastante cuspe e cuspi com prazer", recorda ele. Em outra oportunidade, tentou dar um soco no crítico pelo mesmo motivo, mas não foi muito bem-sucedido. 'Nunca havia dado um soco em ninguém. É difícil, sabe? O corpo se contrai, o braço fica sem força' revelou, bem-humorado.

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