Corpo de Paulo Autran deixa Assembléia Legislativa
Colaboração para a Folha Online
O corpo do ator Paulo Autran (1922-2007), que morreu nesta sexta-feira, às 16h10, foi levado na manhã deste sábado (13) para o crematório da Vila Alpina, na zona leste da cidade, após ser velado desde a noite de ontem na Assembléia Legislativa de São Paulo.
Paulo Autran morreu aos 85 anos, vítima de câncer e enfisema pulmonar. Ele estava internado no hospital Sírio-Libanês (centro de SP). Segundo sua mulher, Karin Rodrigues, ele pediu que fosse divulgado que o o cigarro causou sua morte.
Autran já havia sido internado no sábado passado (5) e recebido alta na terça-feira (9). O ator fazia tratamento de rádio e quimioterapia.
Carreira
Nascido no Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1922, e formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (Universidade de São Paulo) em 1945, Paulo Paquet Autran chegou a abrir um escritório antes de assumir a carreira artística. Ele estreou em um palco (ainda amador) em 1947.
Na TV, seu último trabalho foi na minissérie "Hilda Furacão" (1998), da Globo. Entre seus trabalhos nesse veículo se destacam "Pai Herói" (1979), "Guerra dos Sexos" (1983), "Sassaricando" (1987) e "Brasileiras e Brasileiros" (1990).
Já no cinema esteve recentemente em 'A Máquina' (2005) e "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" (2006).
É no Teatro que Autran possui seu currículo mais extenso. Alguns sucessos do ator nos palcos foram "Otelo", "Antígone", "My Fair Lady", "Liberdade, Liberdade", "A Morte do Caixeiro Viajante", "Visitando o Sr. Green" e "Adivinhe quem Vem para Rezar".
"O Avarento" foi sua 90º montagem teatral. A peça foi traduzida e adaptada por Felipe Hirsch.
Em sabatina realizada pela Folha em novembro de 2005, Autran lembrou momentos insólitos de sua trajetória, como quando cuspiu em Paulo Francis (1930-1997), então crítico de teatro, em defesa da amiga Tônia Carrero.
"Juntei bastante cuspe e cuspi com prazer", recorda ele. Em outra oportunidade, tentou dar um soco no crítico pelo mesmo motivo, mas não foi muito bem-sucedido. "Nunca havia dado um soco em ninguém. É difícil, sabe? O corpo se contrai, o braço fica sem força", revelou, bem-humorado.
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