Roteiristas de Hollywood entram em greve por tempo indeterminado
da Folha Online
Os roteiristas de cinema e televisão americanos iniciaram nesta segunda-feira (5) uma greve por tempo indeterminado, que pode paralisar grandes setores da indústria de entretenimento nos Estados Unidos.
"As discussões continuam, mas a greve é efetiva", declarou à AFP Sherry Goldman, porta-voz do sindicato dos roteiristas, o Writers Guild of America (WGA), ao comentar as negociações de última hora no domingo em Los Angeles para tentar evitar a paralisação.
Em comunicado, o presidente da Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP, sigla em inglês), Nick Counter, qualificou esta medida de "irresponsável" por parte dos integrantes do sindicato de roteiristas, já que "as negociações estavam avançando".
"Tentamos definir posições em algumas de suas reivindicações principais, incluindo a difusão na internet e a jurisdição nos novos meios. No final, o sindicato estava pouco disposto a chegar a um acordo na maioria de suas principais reivindicações", diz Counter.
Com a diferença de fuso-horário nos Estados Unidos, a greve, a primeira em quase 20 anos, começou por Nova York, na Costa Leste. A mobilização tem início após mais de três meses de negociações que não apresentaram resultados.
"Quando pedimos que 'parassem o relógio' com o propósito de adiar a greve para permitir que as negociações continuassem, eles não aceitaram", respondeu Counter, que indicou que a greve deve atrapalhar as filmagens de seriados famosos como "Lost", "24 Horas" e "Law and Order: Criminal Intent", programadas para os próximos meses.
Patric Verrone, presidente da WGA no litoral oeste dos EUA, afirmou que a posição do sindicato "é muito simples e justa".
"Quando o trabalho de um escritor gera renda para as companhias, ele merece ser pago", afirmou.
Quase 12 mil membros afiliados à WGA devem aderir à greve. Os roteiristas exigem uma participação maior nos lucros obtidos com a venda de DVDs e de programas para internet, celulares e outros novos meios tecnológicos.
Os produtores reconhecem que as vendas on-line estão aumentando, mas argumentam que é muito cedo para afirmar em que nível.
Com France Presse e Efe
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