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Ilustrada
07/11/2007 - 13h12

Leilão impressionista rende US$395 milhões em Nova York

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da Reuters, em Nova York

Os leilões de arte do outono norte-americano começaram bem na terça-feira (6), quando a casa Christie's obteve o segundo melhor resultado da história para arte impressionista e moderna. Os novos recordes marcados para obras de Matisse, Pissarro e Signac contribuíram para o total de 395 milhões de dólares (cerca de R$ 683 milhões) obtido com o leilão.

O receio de que a crise nos mercados imobiliário e de crédito levaria os grandes compradores a refrear seus gastos foi aliviado quando diversos compradores competiram acirradamente pela tela "L'Odalisque, Harmonie Bleue", de Matisse.

A obra de 1937, que foi oferecida em leilão pela primeira vez, obteve o maior preço da noite -- 33,64 milhões de dólares (aproximadamente R$ 58 milhões), incluindo a comissão da casa --, quebrando o recorde anterior do artista -- 21,7 milhões de dólares (cerca de R$ 37,5 milhões) -- e muito acima da estimativa máxima, que era de 20 milhões de dólares (cerca de R$ 34 milhões).

O leiloeiro e presidente honorário da Christie's, Christopher Burge, disse que "o resultado foi extraordinário -- superou nossas maiores expectativas".

Mais de oitenta por cento das obras oferecidas encontraram compradores.

Telas de Picasso foram responsáveis por três dos 10 preços mais altos do leilão, embora a obra de um nu que se esperava que fosse vendida por mais de 10 milhões de dólares (aproximadamente R$ 17 milhões) não encontrou comprador, segundo Burge.

"Cabeça de mulher", um dos célebres retratos "Dora Maar" de Picasso, foi arrematado por 16,3 milhões de dólares (cerca de R$ 28,2 milhões), quase o dobro da estimativa máxima anterior.

Os leilões continuam nesta quarta-feira (7) na Sotheby's.

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