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Ilustrada
07/11/2007 - 21h10

Projeto quer deixar figuras afro-descendentes visíveis em SP

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da Folha Online

Como parte das comemorações do mês da Consciência Negra, a Secretaria de Estado da Cultura colocará imagens de afro-descendentes com um certo destaque na sociedade em pontos da cidade de São Paulo.

Os banners, com rostos de pessoas como o engenheiro André Rebouças, o geógrafo Milton Santos, a compositora Chiquinha Gonzaga e o poeta Gonçalves Dias, estarão em edifícios públicos, privados, escolas, postos de atendimento do Poupatempo e terminais de ônibus.

Outros nomes que devem figurar nos pôsteres são o compositor Carlos Gomes, a escritora Carolina de Jesus, o escritor Lima Barreto e o Teodoro Sampaio.

Divulgação
Cartaz com André Rebouças; secretaria preferiu homenagear mortos
Cartaz com André Rebouças; secretaria preferiu homenagear mortos

O feriado da Consciência Negra é comemorado no dia 20 de novembro e foi escolhido em homenagem a Zumbi dos Palmares, morto em 1695.

Segundo Leandro Rosa, assessor de cultura para gêneros e etnias, os organizadores decidiram usar imagens de pessoas já mortas devido ao fato de terem uma trajetória histórica consolidada.

"Além disso, se eu coloco o Pelé e não o Emanoel Araújo, alguém vai vir perguntar a razão", afirmou Rosa.

"Há também uma questão técnica, o direito de imagem. Teríamos de pedir autorização", disse o assessor.

No interior, a campanha atinge as cidades de Araraquara, Campinas, Caraguatatuba, Francisco Morato, Itapecerica da Serra, Itu, Jaguariúna, Limeira, Mauá, Piracicaba, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, São Caetano do Sul e Sorocaba.

Questionado se a iniciativa pode ser utilizada para de algum modo implantar a lei 10.639, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, Rosa disse que cultura e educação trabalham em searas distintas, apesar do uso de personagens históricos na campanha. A lei prevê o 20 de novembro como parte do calendário escolar e torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira.

No entanto, Rosa disse que pode haver uma aproximação. "Ela [a campanha] tem vínculo. Pode vir a ser um trabalho educacional", afirmou o assessor.

A programação completa está no site da secretaria.

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