"New York Times" entrevista diretor de "Tropa de Elite"
da Folha Online
O diretor José Padilha, 40, de "Tropa de Elite", disse ao jornal americano "The New York Times" que o personagem capitão Nascimento, interpretado por Wagner Moura, é um completo anti-herói em sua opinião, segundo reportagem publicada neste sábado.
| Marlene Bergamo/Folha Imagem |
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| O cineasta José Padilha, diretor do filme "Tropa de Elite", durante sabatina |
O jornal americano conta o percurso da carreira de Padilha, um reconhecido documentarista, até seu último filme.
Assinado por Alexei Barrionuevo, do Rio de Janeiro, o texto começa com uma brincadeira de Padilha, dizendo que colocará uma bibliografia no final de seu próximo filme para que a audiência conheça sua pesquisa sobre o projeto.
O diretor diz ao jornal ter sofrido ameaças e pressões para revelar o nome dos policiais que lhe forneceram material para a construção do longa-metragem.
O filme é o mais comentado no Brasil desde "Cidade de Deus" (2002) e Padilha foi tachado como alguém de extrema-esquerda à de extrema-direita, segundo o "New York Times".
Sobre o financiamento, Padilha afirmou ao jornal que a Globo Filmes não se interessou no projeto porque não haveria um "final feliz".
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