Novo filme de Nicole Kidman desperta polêmica
da Efe, em Madri
A Liga Católica dos Estados Unidos lançou uma campanha contra a superprodução dirigida ao público infantil "A Bússola de Ouro", adaptada do primeiro volume da trilogia literária "Fronteiras do Universo", de Philip Pullman.
A organização cristã acusa "A Bússola de Ouro" --que estréia no Brasil em dezembro, e é estrelada por Nicole Kidman e Daniel Craig-- de levar as crianças ao ateísmo.
Assim como na história original, o filme retrata um mundo paralelo no qual a alma de uma pessoa vive fora do corpo desta, na forma de um espírito animal chamado de 'daemon'.
| Luke Macgregor/Reuters |
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| Filme com Nicole Kidman no elenco sofre críticas de associação religiosa por conteúdo destinado a crianças e a adolescentes |
A polêmica surgiu pelo fato de que, no ambiente imaginário, o poder está nas mãos do Magisterium, uma ordem religiosa que sufoca a individualidade e controla as almas das crianças, provocando a revolta da pequena Lyra Belacqua, possuidora da bússola dourada que dá nome ao filme e que contém a verdade suprema.
O presidente da Liga, Bill Donohue, diz no site da associação que o filme é uma tentativa de Pullman de "promover o ateísmo e denegrir os cristãos aos olhos das crianças".
A Liga "pede aos cristãos para que se afastem deste filme, porque sabe que ele incitará a leitura dos livros: pais ingênuos que levam seus filhos para ver o filme podem acabar comprando a trilogia como presente do Natal".
Os conservadores estão mais preocupados com a divulgação que o sucesso do filme pode dar aos livros do que com o conteúdo da própria produção, que foi adaptada para as telas pelos estúdios New Line, com um investimento de cerca de US$ 150 milhões (R$ 269,4 milhões).
Daniel Craig, que interpreta o aventureiro Lorde Asriel neste filme, disse ao jornal britânico "The Times" que "existe um direito básico de discutir essas coisas, ainda mais quando se leva em conta como está o mundo".
"Estamos dizendo apenas que é preciso poder discutir a fé", afirmou.
Pullman disse no programa "Al's Book Club", da emissora de televisão americana NBC, que manifesta em seus livros sua opinião de que "a religião é melhor quanto mais longe estiver do poder político".
"Às vezes, as pessoas pensam que se algo for feito em nome da fé, deve ser bom. Infelizmente, isso não é certo", afirmou.
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