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Ilustrada
30/11/2007 - 17h59

Produtores apresentam nova oferta aos roteiristas de Hollywood

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da Efe, em Washington

Representantes dos estúdios de Hollywood propuseram um novo contrato aos roteiristas em greve pelo qual estes receberiam no total mais de US$ 130 milhões (R$ 231, 3 milhões) como compensação adicional ao salário que já recebem.

A disputa entre roteiristas e produtores se concentra no valor que os escritores recebem pelas emissões das séries pela internet e pela venda das séries de televisão em DVDs, algo cada vez mais comum e que está gerando receitas substanciais para os estúdios.

30.nov.2007/Reed Saxon/AP
Piquete de filiados ao sindicado WGA nas proximidades dos estúdios NBC; Produtores fazem proposta para terminar greve
Piquete de filiados ao sindicado WGA nas proximidades dos estúdios NBC; Produtores fazem proposta para terminar greve

A oferta da Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP, em inglês), chamada New Economic Partnership, foi elaborada na quinta-feira à tarde, após quatro dias consecutivos de reuniões a portas fechadas.

A proposta eleva "em grande parte" o valor que os roteiristas da indústria recebem atualmente, estimado em US$ 1,3 bilhões (R$ 2,3 bilhões), segundo um comunicado da AMPTP.

O texto inclui melhoras nas áreas relacionadas com os novos meios de comunicação, incluindo a emissão de séries pela internet, a criação de conteúdos para a rede e os produtos proporcionados para canais digitais.

"Continuamos pensando que existe um terreno comum no qual ambas as partes podem conseguir um acordo e achamos que nossa proposta oferece a melhor ocasião para alcançá-lo", informa o comunicado.

O Sindicato de Roteiristas Americanos (WGA, em inglês) não ficou satisfeito com a proposta e pediu um recesso nas negociações até a próxima terça-feira, um período no qual manterão os piquetes em Nova York e Los Angeles.

Para o WGA, a oferta não cobre todos os temas nos quais o sindicato exige uma reforma do contrato, já que se concentra apenas na emissão de programas pela internet financiados através da publicidade e na jurisdição sobre formatos criados exclusivamente para internet.

O grupo critica o fato de não haver menção à questão dos downloads no novo texto e às receitas geradas pelas reprises de filmes e séries.

A proposta do WGA aos produtores prevê um gasto de US$ 151 milhões (R$ 268,7 milhões) nos próximos três anos, o que representa um aumento de pouco mais de 3% do lucro anual dos escritores, enquanto se estima que o ganho dos estúdios subirá 10%.

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