Palavra trocada reacende briga com Roberto Carlos
da Folha de S.Paulo
A troca de uma palavra na ação movida em fevereiro passado por Roberto Carlos contra Paulo Cesar de Araújo, autor da biografia não-autorizada do cantor, reativou a beligerância entre as duas partes.
| TV Globo/ Renato Rocha Miranda /Divulgação |
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| Camila Pitanga e Roberto Carlos fazem dueto durante gravação de especial da Globo |
A advogada de Araújo, Deborah Sztajnberg, divulgou que um trecho da página 30 de "Roberto Carlos em Detalhes" foi adulterado na ação: em vez de "combinação de sexo, garotas e playboys", está "combinação de sexo, drogas e playboys".
Em seguida, os advogados do cantor escreveram: "...e por aí vai o autor misturando sexo grupal com homicídio, consumo de drogas, corrupção de menores e bestialismo".
"Esse fato gravíssimo é tergiversar no processo, ferir a integridade da obra. Isto até permite ao Paulo Cesar danos morais e materiais, pois dizem que ele escreveu o que não escreveu", afirmou Sztajnberg.
Marco Antônio Campos, advogado do cantor, diz que houve "um erro de digitação" e que os argumentos contra o livro não sofrem abalo.
"Numa petição de 28 folhas, há uma palavra trocada. Atribuir a decisão judicial a isso é delírio. Existem outras 30 citações do livro", disse ele, para quem Araújo fez insinuações ao escrever que Roberto freqüentava determinadas festas na época da Jovem Guarda.
O biógrafo pede na 20ª Vara Cível do Rio que uma liminar permita a volta dos livros às ruas, de onde foram retirados após acordo assinado em abril na 20ª Vara Criminal da Barra Funda, em São Paulo, na qual Roberto processava o autor. Araújo diz que foi constrangido a assinar o acordo e quer revê-lo após vencer na cível.
"[Uma nova audiência] Não tem nenhum amparo jurídico. A ação cível está no Rio para ser arquivada. Só depende de uma questão formal. O acordo da esfera criminal prevê a desistência da ação cível. O assunto estará definitivamente arquivado", disse Campos.
A advogada de Araújo contesta essa vinculação entre as ações criminal e cível. O biógrafo não respondeu ao telefonema da Folha.
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