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01/09/2003 - 02h02

Ator Charles Bronson morre aos 81 vítima de pneumonia

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da France Presse, em Los Angeles

O ator norte-americano Charles Bronson morreu no sábado (30) em consequência de uma pneumonia aos 81 anos, informaram ontem seus assessores.

Reuters
O ator norte-americano Charles Bronson
O ator morreu no sábado à tarde no centro médico Cedars Sinai, em Los Angeles, acompanhado da mulher, Kim Weeks, com quem se casou em 1998.

Bronson sofria de mal de Alzheimer (doença degenerativa que implica perda de memória), que começou a se manifestar há dois anos e se agravou nos últimos dias.

"Tenho a aparência de uma pedreira, onde explodiu uma carga de dinamite", se autodescreveu Bronson, em uma das poucas entrevistas concedidas ao completar 80 anos.

Os assessores, que não deram detalhes sobre o funeral, disseram que será celebrada uma cerimônia íntima.

"Durões"

Uma das maiores estrelas de filmes de ação dos anos 60 e 70, Bronson era como os "durões" que encarnava nas telas: um homem de poucas palavras e com fama de impenetrável.

Festejado nos anos 70 como "ator mais popular" com um Globo de Ouro, Bronson sempre se manteve distante de Hollywood, apesar de seu sucesso na meca do cinema.

Com seu rosto impassível e sólida presença, os anos 60 lhe proporcionariam a subida ao estrelato, ao protagonizar "Sete Homens e um Destino" (1960), de John Sturges, "Robur, o Conquistador do Mundo" (1961), de William Witney, e "Esta Mulher é Proibida" (1966), de Sydney Pollack.

Nascido Charles Buchinsky em 3 de novembro de 1921 na cidade de Ehrenfield, no Estado da Pensilvânia (nordeste dos Estados Unidos), Bronson é descendente de uma numerosa família (de 15 irmãos) de origem lituana e seu destino parecia ser trabalhar nas minas, ocupação de seu pai e de seus familiares.

Casamento

Bronson se alistou ao Exército americano durante a Segunda Guerra Mundial. Após o fim do conflito, Bronson decidiu tentar ser ator. Ao final da década, incorporou-se ao Pasadena Playhouse de Los Angeles e em 1949 casou-se pela primeira vez com Harriet Tendler.

No filme "Sete Homens e um Destino", Bronson foi descoberto como herói do oeste. Dois anos depois, atuou junto com Elvis Presley em "Talhado para Campeão" (1962).

Mas quando deixou Hollywood rumo à Europa, já avançado nos 40 anos, tornou-se estrela do cinema mundial.

Em entrevista concedida em 1971, tentou explicar por que sua jornada rumo ao estrelato havia sido tão longa: "Talvez eu seja muito masculino. Os diretores procuram atores seguindo sua própria imagem. Talvez [minha imagem] não corresponda ao ideal de ninguém", declarou.

Bem pago

O faroeste "Era uma Vez no Oeste" (1969), de Sergio Leone, fez de Bronson um ator irresistível para o público e o mais bem pago dos anos 70.

Mas o maior sucesso de público de Bronson foi o controvertido thriller "Desejo de Matar" (1974). O filme, que fala sobre "justiça com as próprias mãos", em que Bronson interpreta um homem que se torna um assassino por vingança depois de ter a mulher assassinada, rendeu até 1993 quatro sequências.

Após o divórcio de Harriet, em 1967, Bronson conheceu a loira Jill Ireland nas filmagens de "Villa, o Caudilho" (1968) com quem esteve casado até 1990, ano em que a atriz morreu de câncer de mama.

Bronson voltou a se casar em 1998 com Kim Weeks. Ele deixa seis filhos e dois netos.

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