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Ilustrada
15/01/2008 - 13h16

Indústria do cinema continua em alta na China apesar da censura

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da Efe, em Pequim

A indústria do cinema na China obteve um recorde histórico na China em 2007, com 402 filmes produzidos, informou a Administração Estatal de Rádio, Cinema e Televisão (SARFT, em inglês), órgão censor do Governo.

A produção de filmes chineses aumentou pelo quinto ano consecutivo, disse o diretor da SARFT, Tong Gang, segundo uma nota publicada hoje na internet pela agência estatal "Xinhua".

Além disso, o número total de ingressos vendidos, tanto para filmes chineses quanto para estrangeiros, aumentaram 26% em 2007, arrecadando US$ 460 milhões (cerca de R$ 799,5 milhões), segundo Tong.

Dessa receita, os filmes chineses representaram mais da metade - aproximadamente US$ 248 milhões (cerca de R$ 431 milhões) --graças a um sistema de cotas que só permite a projeção de 20 filmes estrangeiros por ano.

No entanto, vários analistas concordam que apenas uma minoria de grandes produções, feitas por nomes conhecidos na China, como Zhang Yimou, Chen Kaige ou Feng Xiaogang, representou a maior parte da receita do setor.

Um dos últimos exemplos da censura feita pela SARFT aconteceu há algumas semanas quando o filme "Ping Guo" ("Lost in Beijing", na versão em inglês), da diretora Li Yu, foi retirado das salas de exibição, apesar de o órgão ter obrigado a cineasta a reeditar o filme inteiro sem as cenas eróticas.

 

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