São Paulo Fashion Week vira Babel do século 21
da Folha de S.Paulo
A crescente diversidade de tipos humanos nas grandes cidades do mundo serviu de inspiração para a 24ª São Paulo Fashion Week (SPFW).
A partir dessa idéia, foi criado o conceito de uma Babel do século 21, tema que dará o tom desta temporada outono/inverno do evento, que começa hoje e vai apresentar as coleções de 37 grifes --inclusive a Animale, que migrou do Fashion Rio, e a estreante Amapô.
"Queremos refletir sobre a diversidade cultural, social e racial dos indivíduos. Porque a moda não é feita em birôs de tendências, mas na rua, pelas diversas pessoas, no mundo que pulsa, e este mundo é sem fronteiras, é uma nova Babel", diz o empresário Paulo Borges, diretor e fundador da SPFW.
Uma cidade de papelão, criada pela cenógrafa Daniela Thomas e pelo arquiteto Felipe Tassara, vai decorar o prédio da Bienal, que ganhou até uma torre, como aquela que foi amaldiçoada no texto bíblico.
A torre de Babel da SPFW reunirá as redações do site e do jornal do evento e, equipada com escadas, também funcionará como acesso para os andares superiores do prédio.
Para ilustrar a diversidade humana, Daniela e Felipe estamparam as paredes do local com retratos de 4 m de altura de anônimos e famosos.
A SPFW terá também a visita da estilista britânica Vivienne Westwood, que vem ao Brasil lançar os sapatos que fez para a Melissa e aproveitará a viagem para apresentar um manifesto de "resistência ativa à propaganda", na sexta-feira, dia 18.
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