Publicidade

Ilustrada
21/01/2008 - 15h53

Margareth, Pato Fu e Eagle-Eye salvam fim do Festival de Salvador

Publicidade

LIGIA BRASLAUSKAS
Editora da Folha Online

Três shows, dois deles ocorridos no palco principal do Festival de Verão de Salvador, que terminou no último sábado (19), salvaram o lado artístico do evento, mas não conseguiram garantir o mesmo público do ano passado, registrando uma queda de 25 mil pessoas --20 mil delas no primeiro dia do festival, quando tocou Ivete Sangalo. No ano passado, o dia do show da cantora bateu o recorde de público do festival: 65 mil pessoas.

Neste ano, a sexta-feira, quando tocou Babado Novo, da vocalista Cláudia Leitte, foi o dia mais cheio: 55 mil pessoas, segundo a organização. Em todos os anos do festival, entre cinco e seis atrações se apresentam por palco a cada dia do evento.

Folha Imagem
Margareth Menezes durante show, no sábado
Margareth Menezes durante show, no sábado

Margareth Menezes, que cantou no dia de sua lua-de-mel [a cantora se casou no sábado pela manhã], levou ao palco raízes baianas com grupos afros, além do Filhos de Ghandy, com o qual fez a abertura de seu show. A exemplo de Daniela Mercury, Margareth Menezes evitou apresentar um show apenas para as pernas, daqueles que fazem o público pular sem parar, mas priorizou a base da música baiana com danças e ritmos e foi a única artista [pelo menos no palco principal] a chegar mais perto do público e a dedicar parte de seu espetáculo para mandar mensagem em prol da conservação do ambiente.

Pouco antes do final, Margareth Menezes fez declaração de amor ao marido, Robson Costa, e, acompanhada pela multidão que assistia ao show, cantou "Amor I Love You" (de Marisa Monte e Carlinhos Brown), virou-se de costas e jogou um buquê de flores ao público [imitando gesto comum das noivas].

Pato Fu

Outro show imperdível da noite de sábado foi o do grupo Pato Fu, que arrastou uma multidão de fãs ao palco Tendências. Os mineiros foram acompanhados do começo ao fim de sua apresentação e dedicaram a música "Tudo vai Ficar Bem", do último CD do grupo, a Nelson Motta, que estava na tenda para acompanhar ao show.

Folha Imagem
Fernanda Takai, do grupo Pato Fu, no festival
Fernanda Takai, do grupo Pato Fu, no festival

Fernanda Takai ironizou a presença do Pato Fu no palco Tendências dizendo que era bom saber que depois de 15 anos de carreira o grupo ainda é considerado "uma tendência". A presença dos mineiros em palco menor atingiu mais aos famosos que estavam nas tribunas para convidados nos camarotes, pois eles não puderam sair da área VIP, onde estavam protegidos de assédio, para ver o Pato Fu.

O último dia de festival foi, talvez, a noite mais fácil para assistir a shows em áreas diferentes [os artistas se apresentam simultaneamente]. A falta de harmonia na seqüência dos espetáculos do palco principal abriu brecha para selecionar o que era mais interessante em outros locais, como o palco do Tendências ou a Tenda Eletrônica, por exemplo.

Mas se o lado bom foi o fato de a ordem das apresentações no palco principal ter facilitado a fuga para outros espetáculos, isso pode ter sido também uma das razões da queda de público [sábado foi o dia mais fraco do evento, com 35 mil pessoas], quando tocaram, entre os shows de Margareth Menezes e de Eagle-Eye Cherry, segundo e antepenúltimo shows da noite de sábado, respectivamente, o pagodeiro Belo e o sertanejo Daniel. O próprio diretor geral do evento, Amaury Pekelman, admitiu durante entrevista coletiva que a grade de apresentação pode ter influenciado na queda de público.

Atração internacional

Folha Imagem
O músico e cantor sueco Eagle-Eye
O músico e cantor sueco Eagle-Eye

Embora não tenha sido a última atração do sábado, o show do sueco Eagle-Eye Cherry marcou o encerramento das atrações principais da noite. Simpático e atencioso com o público, Eagle-Eye conquistou atenção ao cantar suas músicas mais conhecidas, como "Save Tonight" e "Falling in Love Again", quando deu até para ele escutar o refrão sendo levado pela platéia.

Depois do show, Eagle-Eye arriscou uma participação na Tenda Eletrônica, mas dali não saiu nada. A apresentação do cantor, que parecia mais uma oportunidade de ele fazer uma festa particular aos amigos suecos que o acompanharam até a tenda, foi levando o público a deixar o local aos poucos. Ficou claro, ao menos no festival, que ele não tem com os pick-ups a mesma intimidade que tem com o microfone.

Tribuna dos famosos

Nos quatro dias do festival, passaram pelas áreas VIPs dos camarotes Reynaldo Gianecchini, Preta Gil, Fábio Lago, Mariana Ximenes, Glória Maria, Vera Fisher, Priscila Fantin, Sheron Menezes, Juliana Knust, Ciça Guimarães, Rodrigo Hilbert, Max Fercondini, Ildi Silva, Camila Rodrigues e Luana Piovanni, entre outros.

Do bem

Queda no número de ocorrências policiais

Do mal

Nenhuma área de descanso para os ouvidos

Curioso

Show de Belo e Daniel

Circuito Alternativo

Folha Imagem
Lazzo Matumbi e Virgínia Rodrigues em show gratuito no porto da Barra, na sexta-feira
Lazzo Matumbi e Virgínia Rodrigues, em show gratuito no porto da Barra, na sexta-feira

Longe do festival, os destaques foram os shows no porto da Barra, em projeto que oferece espetáculos gratuitos na praia e acontecem às sextas-feiras do mês de janeiro. Na última sexta (18), quem esteve no porto da Barra viu o músico Carlinhos Brown, que subiu ao palco para cantar com sua antiga banda de rock, Mar Revolto. Brown cantou duas músicas e arriscou improviso no teclado antes de sair correndo do palco.

Em seguida, apresentaram-se dois nomes de peso da cena musical baiana: Lazzo Matumbi, que no Carnaval deste ano sairá com o bloco Coração Rastafari, e Virgínia Rodrigues, que dispensa apresentações e foi muito aplaudida antes de deixar o palco. Jussara Silveira foi o último nome conhecido a se apresentar na sexta.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca