Mostra foca viés realista do pintor lituano
FABIO RIGOBELO
do Guia da Folha
Um dos mais famosos pintores "brasileiros" (ainda que fosse europeu), Lasar Segall continua vivo. Prova disso é o pleno funcionamento do museu que leva seu nome e, 50 anos após sua morte, a abertura da mostra "Segall Realista", no Centro Cultural Fiesp, na terça (dia 29).
| Divulgação |
![]() |
| A tela "Família do Pintor" (1931), presente na exposição do pintor lituano, Lasar Segall, no Centro Cultural Fiesp na terça (dia 29) |
"A morte de Segall, em 1957, está estritamente ligada ao 'nascimento' do museu que leva seu nome, criado por seus filhos Oscar e Maurício em 1967", conta a diretora do museu Lasar Segall, Denise Grinspum.
A mostra, com curadoria de Tadeu Chiarelli, reúne cerca de 150 trabalhos, entre pinturas, esculturas e gravuras.
Além de lembrar o jubileu de sua morte, a exposição abordará seu viés realista (Segall é mais famoso por suas obras expressionistas), partindo de uma afirmação de Mario de Andrade, para quem a produção do lituano seria uma prova de que os artistas brasileiros ligados às vanguardas européias deixaram o experimentalismo de lado por um tempo e voltaram ao realismo.
É o que se poderá ver em trabalhos como "Encontro" (1924) e o próprio "Retrato de Mario de Andrade" (1927).
Leia mais
- Livro mapeia produção contemporânea de arte
- Livro apresenta Picasso e sua obra para as crianças
- "Meu nome é... Leonardo da Vinci" traz a vida do artista em primeira pessoa
Especial



