TV Cultura apresenta série sobre o samba paulistano
da Folha Online
Com a proximidade do Carnaval, as TVs começam a preparar a programação para a festa. A Cultura exibe amanhã, às 22h40, o primeiro documentário da série "Samba à Paulista Fragmentos de uma História Esquecida", que conta sobre a vinda dos negros a São Paulo e sua contribuição cultural com o samba.
Por se tratar de uma história cujas fontes de registro são escassas, os relatos se apresentam organizados em fragmentos, divididos em uma série de três episódios, com entrevistas, músicas e imagens de acervos.
Entre as personalidades destacadas estão Adoniran Barbosa, Geraldo Filme, Oswaldinho da Cuíca, Henricão, Fernando Penteado, Carlão do Peruche, Seu Nenê de Vila Matilde, dentre outros.
O primeiro episódio resgata as raízes do samba e suas manifestações, como o samba de bumbo e do batuque de umbigada, a vinda do negro para a capital, sua ocupação marginalizada no espaço urbano, o trabalho, as tradições, e o papel das tias quituteiras como resistência ao samba.
Além disso, o filme ressalta a repressão sofrida, os espaços de resistência e a história da Festa do Bom Jesus de Pirapora e da Fundação do Grupo Barra Funda --um dos pioneiros do carnaval paulistano.
No segundo episódio, já durante a semana de Carnaval, no dia 5, cujo mote é escola de samba, mostra a rivalidade que existia entre o Cordão Camisa Verde e Branco e Cordão Vae-Vae, hoje denominada Vai-Vai. Também relata a história das duas escolas mais antigas de São Paulo, a Lavapés, de 1937, que atualmente está no terceiro grupo, e a Nenê de Vila Matilde, de 1949.
O último episódio, que será exibido no dia 12 traz, dentre outros, os engraxates da Sé, as rodas de tiririca, os ícones do samba e o movimento de pagode no rádio.
Em referência à profissão sambista, faz uma homenagem aos grandes compositores da cidade, às casas de samba São Paulo Chic, Oba-Oba e Jogral, e conta as histórias dos boêmios da noite. Também apresenta um painel dos novos movimentos do samba paulista, o trabalho de pesquisa, militância e resistência.
Os documentários foram elaborados por alunos da Universidade de São Paulo (USP), com a contribuição do antropólogo Marcelo Manzatti, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), e da professora Olga Von Simson, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Cinemateca Brasileira e a TV Cultura cederam seus acervos.
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