Ana Cañas lança CD "Amor e Caos" em São Paulo
da Folha de S.Paulo
Standards do jazz como "Summertime" e "Stormy Weather" freqüentavam o repertório com que Ana Cañas ficou conhecida na noite paulistana antes de lançar o autoral "Amor e Caos" (Sony BMG), no final do ano passado.
Cai bem, então, o primeiro show aberto de seu álbum de estréia em São Paulo acontecer no Bourbon Street, tradicional reduto de atrações jazzísticas na cidade --embora a apresentação de hoje esteja vinculada, na realidade, ao projeto "Terça por Elas", que tem levado ao clube cantoras como Bruna Caram (atração da semana passada), Paula Lima (no dia 12/2) e Marina de La Riva (em 19/2).
| Bruno Miranda/Folha Imagem |
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| Ana Cañas em seu apartamento, no bairro do Itaim Bibi; cantora se apresenta hoje em SP |
A recente mudança de cardápio sobre o palco ainda não foi totalmente assimilada, diz Ana.
"Interpretar músicas que eu mesma escrevi é estranho, ainda fico ansiosa, às vezes. Mas acho que está ficando bem mais amadurecido", avalia a cantora, 27, que enfrentou o seu maior público ("umas 400 pessoas, talvez") justo em uma das primeiras apresentações com o repertório autoral, ao abrir um show de Bebel Gilberto no Morro da Urca, no Rio.
"Estou me acostumando com públicos maiores. Na noite, a rotina era de cantar sempre com as pessoas bem pertinho do palco, mas também às vezes menos atentas."
De resto, o clima de bar do Bourbon Street não difere tanto assim do Baretto, no hotel Fasano. "Até já cantei no Bourbon antes, só que num palco improvisado num cantinho, faz uns três anos, dentro de um projeto de música. Nem dá para considerar, acho."
Groove na bateria
No percurso entre o álbum e o palco, algumas músicas tiveram de passar por reformulações. Foi o caso de "Devolve Moço", cujo groove eletrônico passou ser reproduzido pela bateria durante os shows, e também de "?" (lê-se "interrogação"), que teve os vocalises superpostos de abertura substituídos por "vozes" criadas pelos instrumentos. Às três únicas regravações do CD --"Rainy Day Women", de Bob Dylan, "Coração Vagabundo", de Caetano Veloso, e "Super Mulher", de Jorge Mautner- somam-se na apresentação de hoje os standards do primeiro parágrafo e também "Farrapo Humano", de Luiz Melodia, e "The Wind Cries Mary", de Jimi Hendrix.
Ana promete uma única canja e prefere criar mistério. "Não posso divulgar quem é. É outra jovem cantora", diz Ana, amiga de Mariana Aydar, atração do "Terça por Elas" no dia 26.
"Terça por Elas"
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