MAM-SP pesa importância de prêmios dados a obras de seu acervo
MARIO GIOIA
da Folha de S.Paulo
As premiações artísticas podem resumir a produção plástica brasileira nas últimas décadas? O meio artístico se pauta por novidades e deixa para trás o que antes foi considerado de qualidade? O curador Ricardo Resende, 45, tenta responder às questões na mostra "Panorama dos Panoramas", aberta hoje, no MAM-SP. Ele reuniu 101 obras vencedoras de prêmios e adquiridas pelo museu desde a primeira edição do "Panorama", em 1969. A mostra, criada para constituir o acervo do MAM, firmou-se como boa amostragem da produção nacional.
| Alex Almeida/Folha Imagem |
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| "Para as Dúvidas da Mente" (1993), obra de Rochelle Costi que estará exposta no MAM |
"Quero que a reunião provoque questionamentos sobre o que o meio considera uma boa arte e se esse sistema de premiações serve como um recorte da arte brasileira nesses anos todos", afirma o curador.
Assim, obras de nomes hoje em evidência, como Iran do Espírito Santo e Cao Guimarães, estão ao lado de artistas que caíram no ostracismo.
Os antigos "Panoramas" ocorriam todo ano e por afinidade de linguagem -havia uma edição só com pintura, outra só com escultura etc. Hoje bienal, a reunião de premiados cria um diálogo da pintura de Volpi e da escultura de Mary Vieira, por exemplo, com a instalação de Vera Chaves Barcellos e a fotografia de Paula Trope.
Panorama dos Panoramas
Quando: abertura hoje, às 20h (apenas para convidados); de ter. a dom., das 10h às 18h; até 23/3
Onde: MAM-SP (pq. Ibirapuera, portão 3, tel. 5085-1300)
Quanto: R$ 5,50
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