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Ilustrada
05/02/2008 - 14h32

Greve dos roteiristas completa 3 meses com perspectiva de fim

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da Folha Online

A greve convocada pelo maior Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos, o Writers Guild of America (WGA), completa três meses nesta terça-feira com rumores da imprensa americana de que está no fim.

Caso as notícias se confirmem, a greve deve terminar antes da entrega dos prêmios Oscar, no dia 24 de fevereiro. Assim, a cerimônia estaria salva de ter o mesmo destino do Globo de Ouro, cujo glamour ficou quase que totalmente apagado pelo movimento grevista.

Com base em duas fontes anônimas próximas às negociações, a Associated Press divulgou que o acordo que pouparia o Oscar já está sendo redigido pelo sindicato e os estúdios. Uma das fontes afirma que o texto formal é possível ainda até o fim desta semana.

O WGA não autorizou membros a comentar publicamente o curso atual das negociações.

O progresso mais significativo ocorreu na última semana com uma proposta às reivindicações mais duras sobre o recebimento de parte dos conteúdos distribuídos pela internet.

Detalhes do possível acordo não foram divulgados, mas devem incluir ganhos significativos para os roteiristas no dinheiro vindo de usuários que baixam filmes, séries e outros programas pela internet.

As negociações formais entre o WGA e a entidade que representa os estúdios, a Aliança dos Produtores de Cinema e TV (Alliance of Motion Picture and Television Producers) terminaram no dia 7 de dezembro.

Celebridades que compareceram a um almoço pré-Oscar ontem pareceram otimistas em relação ao fim da greve. "Eu sou um indivíduo positivo. Eu acho que o Sol aparecerá amanhã", disse Viggo Mortensen, que concorre ao prêmio de melhor ator.

O sindicato se negou a dar permissões para que os afiliados trabalhem na cerimônia dos Oscar, mas os organizadores já disseram que haverá alguma espécie de entrega dos prêmios mesmo que a greve prossiga. Algumas celebridades já anunciaram que, caso a greve não termine, não vão comparecer à cerimônia.

O documentarista Michael Moore, segundo a Associated Press, disse que se nenhum acordo for feito, ele começará uma campanha de arrecadação para financiar as reivindicações dos roteiristas e sugerirá às pessoas que contribuam para ver o retorno de seus programas favoritos.

Com Associated Press e Reuters

 

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