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18/02/2008 - 18h57

Padilha sabia um dia antes que receberia um prêmio em Berlim

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O cineasta José Padilha, diretor de "Tropa de Elite", contou que soube que seu filme levaria um dos prêmios do Festival de Berlim um dia antes da entrega. "Eles me ligaram, um dia antes, dizendo para eu permanecer na cidade, que o filme tinha sido premiado. Mas não disseram em qual das oito categorias. O que acontece é que você fica torcendo para perder os outros prêmios. E, quando chega no último, ou é o prêmio especial do júri ou é o Urso de Ouro. Quando foi divulgado o prêmio do júri, a gente já sabia, mas não pôde comemorar. É um negócio emocionante, mas é uma espécie de tortura psicológica também", revelou, nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, no Rio.

Padilha observou que foi a Berlim sem expectativas de vitória, e que, durante o tempo em que permaneceu na cidade alemã, se "divertiu, passeou bastante e bebeu cerveja".

Exibição em todo mundo

A consagração de "Tropa de Elite" como melhor filme do Festival de Berlim deverá impulsionar ainda mais a carreira internacional do longa-metragem, avaliou Padilha. Segundo ele, o filme já está negociado para toda a Europa, e, com o prêmio, deverá ser exibido em todo o mundo.

Para o cineasta, a conquista do Urso de Ouro é uma vitória, em vários sentidos, do cinema brasileiro, e vai ampliar o foco sobre os filmes que são produzidos aqui. Padilha ressaltou que, este ano, nove filmes nacionais foram inscritos no Festival de Berlim, o que, segundo ele, comprova o bom momento do cinema brasileiro.

"Isso mostra que o cinema brasileiro está sendo bem visto lá fora. Isso ajuda que sejam feitas mais co-produções, aumenta o interesse de produtoras internacionais e distribuidores de fechar com os filmes daqui", afirmou.

Cidade de Deus

O diretor fez rasgados elogios ao longa "Cidade de Deus", que chegou a ser indicado a quatro categorias no Oscar. Na visão de Padilha, se "Cidade de Deus" não tivesse sido produzido, não existiria "Tropa de Elite".

"Cidade de Deus é um marco, é o filme mais importante da retomada do cinema nacional. Conseguiu um negócio que é estupendo, conseguindo indicações ao Oscar", ressaltou.

José Padilha não quis dar detalhes das negociações para que "Tropa de Elite" seja exibido em série na televisão. Ele disse que ainda não acertou com nenhuma emissora, e não quis fazer previsão sobre quando a série irá ao ar.

"A gente não acertou nada para fazer na televisão", resumiu.

O diretor afirmou que está se dedicando a três projetos. O primeiro deles, é o filme de ficção "Paraísos Artificiais", que será dirigido juntamente com Marcos Prado, de "Estamira". O filme retratará o universo de jovens de classe média que traficam drogas sintéticas.

Padilha trabalha ainda na montagem de dois documentários. O primeiro deles é sobre antropologia, com índios ianomâmis na Venezuela. O outro é sobre a fome.

"Não é a fome do ponto de vista do geógrafo que estuda as populações e faz estatísticas, e sim, do ponto de vista da pessoa que tem que lidar com a fome", explicou.

Comentários dos leitores
TROPA DE ELITE - EXIBIÇÃO PARA ADVOGADOS E JUÍZES: É... desde o seu lançamento, esse filme de FICÇÃO vem mexendo com a cabeça de muita gente que anda levando-o a sério. Agora sei por que ainda tem gente que cai no conto do bilhete premiado, no conto do paco e outras lábias mais. Gente, ficção por ficção, tivemos ao longo dos anos os bang-bangs em que o Durango Kid matava três bandidões com um tiro só. De lá para cá, quanta ficção o cinema tem apresentado acerca de vampiros, bandidos, gangs violentas tendo à frente Marlon Brando, afora os filmes de guerra. Mas nunca nenhum deles impressionou tanto certas cabeças como o Tropa de Elite. O produtores hipnotizaram o público e atingiram em cheio o seu objetivo. Estão de parabéns. 1 opinião
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Elidia Almeida (1) 19/02/2008 11h21
Elidia Almeida (1) 19/02/2008 11h21
Qul o país que não tem violência? Existem filmes americanos de uma violência assustadora, talvez retrate sua própria realidade.Tropa de Elite é um ótimo filme que soube mostrar a verdadeira realidade de algumas áreas da sociedade brasileira, é isso aí... sem opinião
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fabio soares (1) 19/02/2008 10h19
fabio soares (1) 19/02/2008 10h19
SALVADOR / BA
Que moral tem qulaquer norte americano pra criticar filmes de violência, se o cinema deles já produziu e produz diversas produções de violência. Não falo só em filmes de guerra e policial em que eles adoram exaltar a sua hegemonia e vaidade de salvadores do mundo, mas também nos de terrror, muitas sem pé nem cabeça, a exemplo de sexta feira 13 e outros do gênero. São verdadeiros hipócritas, mestres do cinema violento. Capitão Nascimento perto de Jack "torturador" Bauer da série 24 horas é criancinha. Sem falar que o crítico é muito mal informado sobre o maior país da América do Sul pra não dizer outra coisa, precisa estudar um pouco mais pra não falar besteira. sem opinião
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