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19/02/2008 - 16h46

"Fidel" prepara-se para estrear dois filmes em Hollywood

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da Folha Online

Na vida real, Fidel Castro, 81, deixou o poder. No mundo do cinema, sua figura está prestes a estrear em dois longas produzidos pelo diretor americano Steven Soderbergh, diretor de "Sexo, Mentiras e Videotape", premiado em Cannes em 1989.

Divulgação/Reuters
Ator Demian Bichir interpreta o ditador Fidel Castro em filmes sobre a história de Che
Ator Demian Bichir interpreta o ditador Fidel Castro em filmes sobre a história de Che

Em parceria com a produtora espanhola Morena Films e a emissora Telecinco, as duas produções, intituladas "The Argentine" e "The Guerrilla", narram a vida e as aventuras do guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara, que pretendia instaurar o comunismo em toda a América Latina. Che era amigo pessoal de Fidel, tornando-se o segundo homem mais poderoso de Cuba.

O primeiro filme, "The Argentine", se dedica ao momento em que o líder revolucionário deixa sua terra natal para se somar ao movimento de cubanos no exílio, liderados por Fidel no México, em 1956, no início do movimento popular que depôs Fulgêncio Batista. O segundo filme retrata os momentos do revolucionário nos Estados Unidos, quando viaja a Nova York e discursa na ONU (Organização das Nações Unidas) em 1964.

"The Argentine" começou a ser rodado em novembro e 2007 no Centro Histórico de Campeche, no sudoeste do México, e deve estrear nas telonas ainda neste ano. "Guerrilla" ainda está em produção e é o primeiro filme da Telecinco Cinema, nova identidade da produtora de cinema da rede de televisão privada espanhola, que rodou "O Labirinto do Fauno". O filme ganhou três estatuetas no Oscar de 2007: melhor direção de arte, maquiagem e fotografia.

O ator porto-riquenho Benicio del Toro vive Che, enquanto Fidel é interpretado pelo mexicano Demian Bichir em ambos os filmes. O elenco conta ainda com o espanhol Javier Bardem, a alemã Franka Potente e o americano Benjamin Bratt.

Um das cenas mais empolgantes do primeiro longa promete ser o descarrilamento de um trem por rebeldes comandos por Che. A filmagem da cena contou com participação de 360 figurantes, que receberam um pagamento diário de 450 pesos (cerca de US$ 41).

Os filmes reúnem novamente Del Toro e Steven Soderbergh, depois de "Traffic", longa de 2000 com que conquistaram pela primeira vez um Oscar, como melhor ator coadjuvante e diretor, respectivamente.

Comentários dos leitores
Alessandro Conegundes (1) 20/02/2008 11h38
Alessandro Conegundes (1) 20/02/2008 11h38
BELO HORIZONTE / MG
Entre o oito e o oitenta, quando se trata de Fidel Castro, com certeza poder-se-ão encontrar fãs e opositores ardorosos! Enquanto uma dessas facções de críticos do líder político se apega às milhares de mortes dos opositores ao comandante Fidel, de outro lado, estão aqueles que o enxergam como o magistral homem do poder, único capaz até os tempos atuais a sustentar sua posição categoricamente antagônica aos Estados Unidos por anos seguidos.
Para os habitantes desta terra Tupiniquim, o fato deveras importante é: nosso Presidente Lula já representa peça chave nesse tabuleiro de xadrez político. Para o tio Sam é a chave para a ligação entre os donos do mundo e os cubanos, mas Lula também assumirá o papel de conector da ilha com os demais países sul americanos. Portanto, um papel de destaque na esfera da política internacional. O Brasil sai dos bastidores, enfim, para colocar a nossa nação emergente nos rumos do protagonismo do jogo diplomático!
sem opinião
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porfirio sperandio (122) 20/02/2008 10h31
porfirio sperandio (122) 20/02/2008 10h31
BRAGANCA PAULISTA / SP
A sorte Cubana e' sinceramente uma tragedia pra mim pessoalmente.
Eu admiro o Sr Fidel por toda sua garra, sua compaixao pelas causas latinas, e principalmente pelo seu apoio ao Brasil como nacao.
Tenho conhecidos que ficam enfurecidos por chama-los apenas "conhecidos", e que por muitos anos, viram no Senhor Fidel Castro conforto e seguranca em uma epoca de disturbio no meu Brasil...
Mas tenho "amigos" que adoram me ouvir chamando-os de amigos, os "amigos de Cuba".
Balseros por destino, me enebriavam com noites de estorias e entretenimento nas ruas de South Beach e noroeste de Hialeah, onde me contavam em um espanhol quase aportuguesado num esforco pra me fazer entender, as alegrias e tragedias familiares de gente atravessando o estreito que liga Key West - o ponto mais sul dos EUA com as praias de Havana, dentro de uma camara de roda de trator...
De um lado os meus ideais me convencem do bem que um estadista como Fidel fez aos culhoes latino-americanos. Mas do outro, meu coracao me alarma as angustias que um dia me relatavam meus amigos de Cuba.
So' espero que Cuba retorne a Cuba, e que as magoas entre as duas faccoes, sejam de alguma maneira superadas e possam voltar um dia ao que sempre foi ...
Toda Suerte Cuba ! - El Brasileño de San Pablo
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