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22/02/2008 - 14h13

"Juno" pode atropelar os grandes no Oscar 2008

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da France Presse, em Hollywood

A comédia "Juno", a sarcástica crônica de uma gravidez adolescente, emergiu inesperadamente como uma das fortes concorrentes ao Oscar de melhor filme, em meio a dramas adultos repletos de sangue e manipulação.

Dirigida por Jason Reitman, 30, o longa-metragem com orçamento de US$ 2,5 milhões (R$ 4,2 milhões), uma migalha para padrões hollywoodianos, foi indicado em quatro categorias importantes: filme, diretor, atriz para a protagonista Ellen Page e roteiro original para a ex-stripper Diablo Cody, 29.

Divulgação
"Juno" se tornou um campeão de arrecadação nas bilheterias
"Juno" se tornou um campeão de arrecadação nas bilheterias

O filme segue os nove meses de gravidez de Juno McGuff, uma adolescente de 16 anos que lida com seu caso com pragmatismo, filosofia juvenil e bom humor, todas as características ausentes nos demais indicados a melhor filme.

"Onde Os Fracos Não Têm Vez", um relato sangrento que envolve narcotráfico e solidão, "Sangue Negro", uma história de ambição e obsessão no mundo do petróleo no início do século 20, "Conduta de Risco", obra que mostra os problemas de dupla moral e remorso de um advogado, e "Desejo e Reparação", o destino trágico de dois amantes por causa de uma mentira.

Na categoria de melhor atriz, o cenário não é muito diferente. Page, que completou 21 anos ontem, compete com atrizes que encarnam personagens com mal de Alzheimer como Julie Christie, uma cantora marcada pela tragédia como Marion Cotillard, uma rainha implacável como Cate Blanchett e uma mulher emocionalmente ferida por seu pai na pele de Laura Linney.

O otimismo de "Juno" se ampara também na bilheteria, onde conseguiu uma arrecadação excepcional graças à resposta do público. O filme conseguiu até quinta-feira mais de US$ 125 milhões (R$ 213,5 milhões) nos Estados Unidos e Canadá depois de 11 semanas em cartaz.

O valor significa o dobro do arrecadado por "Onde Os Fracos", o triplo de "Conduta de Risco" e "Desejo e Reparação", e quatro vezes mais que "Sangue Negro".

"Em anos nos quais os indicados ao Oscar de melhor filme são filmes que não tiveram todo este sucesso na bilheteria, o vencedor tende a ser o filme que conseguiu o maior faturamento", afirma Jeff Bock, da empresa especializada Exhibitor Relations.

 

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