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Ilustrada
05/03/2008 - 12h17

Criador do Backstreet Boys admite fraudes de US$ 300 milhões

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da Efe, em Washington

O empresário do ramo musical Lou Pearlman, 53, concordou, nesta quarta-feira (5), em se declarar culpado de fraudes que somam US$ 300 milhões. Ele também se comprometeu a devolver parte do dinheiro às suas vítimas, segundo fontes judiciais em Orlando, na Flórida. Pearlman foi empresários de grupos como N'Sync e Backstreet Boys.

A carta com a admissão de culpabilidade do empresário será apresentada na quinta-feira (6). Pearlman admitirá que durante 20 anos incentivou pessoas e bancos a investir milhões de dólares em duas empresas inexistentes.

As acusações feitas contra ele são conspiração e lavagem de dinheiro. Ele também é acusado de fazer declarações falsas durante um processo pela quebra de sua empresa.

Caso seja declarado culpado por um juiz federal, Pearlman pode ser condenado a até 25 anos de prisão, além de ter que pagar multa de US$ 1 milhão.

As fontes indicaram que, como parte de um acordo extrajudicial, Pearlman se comprometeu a ajudar o governo americano a identificar ativos que poderiam ser devolvidos às vítimas de sua fraude. Ele se comprometeu ainda a devolver quatro automóveis, incluindo um Rolls Royce Phantom e um Cadillac limousine.

Segundo os promotores, Pearlman roubou pelo menos 250 pessoas em um total de US$ 200 milhões, e ainda dez instituições bancárias, que perderam US$ 100 milhões em suas operações fictícias. O empresário também prometeu ajudar as autoridades a processar seus cúmplices.

Pearlman se tornou uma figura do showbizz nos Estados Unidos na década de 90, quando criou uma série de grupos de música pop, entre eles Backstreet Boys e N'Sync. Esses mesmos grupos o processaram após a quebra de contrato, acusando o empresário de se apoderar de seus lucros. Esses casos foram resolvidos mediante acordos extrajudiciais, cujos termos não foram divulgados.

 

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