Comentário: Blogs sobre o "Big Brother" deixam internauta "de cara para a loucura"
SÉRGIO RIPARDO
Editor de Ilustrada da Folha Online
Mergulhe nos blogs de fanáticos pelo "Big Brother Brasil" e fique deprimido com os efeitos nocivos da TV ao cérebro humano. Não é só o "psicogay" Marcelo Arantes que surta na "casa mais vigiada do Brasil". Alguns internautas levam tão a sério o reality show da Globo que aplicam todas as suas energias no monitoramento do programa e discussões sobre o jogo, os perfis e ações de seus participantes.
Uma pergunta freqüente de alguns leitores que enviam e-mail ao site: por que vocês cobrem Big Brother Brasil? Resposta: porque a atração marca 40 pontos no Ibope. O "Pânico" marca 10. O "share" (participação no total de TVs ligadas) supera 50%. Se um louco na casa fizer um discurso racista diante das câmeras da maior emissora do país, seria útil ao leitor ter acesso a essa informação. Um repórter precisaria ter uma idéia precisa de como funciona o programa para noticiar algo de interesse coletivo.
É evidente que falar do "Big Brother", mesmo na forma de crítica ou deboche, acaba tendo um efeito de despertar a atenção da audiência para o reality show. Lembrar da existência do "BBB", em meio a dezenas de programas que entram na grade mensalmente na TV brasileira, é, no final das contas, um empurrãozinho na fama do programa.
O lado mais perverso dessa repetição da palavra "Big Brother" em meios sociais tão distintos, de faixas etárias e escolaridades tão variadas, é o empobrecimento dos discursos. Fazer referência ao "Big Brother" invade todos os setores --é uma temporada em que todos usam a metáfora do "Big Brother" para falar de sistemas de vigilância.
Nos blogs dos fanáticos, os internautas dão a impressão de que passam o dia diante do micro ou do pay-per-view, com os olhos arregalados (como os do psiquiatra Marcelo, como se alvo de uma crise de bipolaridade), esquecendo de viver suas próprias experiências. Esses fãs são mais interessantes, do ponto de vista psiquiátrico e antropológico, do que os atuais participantes do programa de TV. Nada mais neurótico do que só comentar, durante três meses, o que "brothers" e "sisters" fizeram ou deixaram de fazer para ganhar R$ 1 milhão ou posar nus.
Diante de tamanha hipnose coletiva, provocada por encenações, manipulações e métodos de propaganda nazista, o questionamento a se levantar é o que seria deste país se toda essa atenção insana e histérica dos internautas e telespectadores se voltasse, naturalmente, para assuntos mais sérios, como temas de política e cidadania. Ops, nada mais sintoma de estar de cara para a loucura do que teorizar sobre o "Big Brother". Ainda bem que o programa acaba em menos de um mês.
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Especial


Está evidente que está ocorrendo um conflito de abusos contra os direitos humanos, da liberdade, dignidade e respeito com os concorrentes ali presente. Onde está o direito da cidadania? O Ministério da Justiça precisa tomar uma providencia urgente, antes que mais alguma outra prova possa trazer mais lesões aos concorrentes.
A PIOR DE TODAS as PROVAS ATE ONTEM FOI, QUANDO CONFINARAM NUMA SOLITÁRIA DE 2 X 2 M2, 3 RAPAZES vestidos de branco e descalços. Resultando em danos: a claustrofobia, um sério dano psicológico!
A sala é como uma "solitária-prisão", considerada como castigo, de cima a baixo inteiramente branco, o cérebro cansa, em ambiente sem janelas, sem noção de tempo, da sem luz natural do dia ou da noite, e uma lâmpada fica ligada 24horas.
Por que classificá-los como castigados numa solitária? O que fizeram para merecer?
O jovem rapaz LEONARDO JANU de 25 anos, ao entrar no quarto, teve um impacto que mostrou sinais de pânico para todos os telespectadores.
Esse abuso, causa lesões no cérebro e, conseqüentemente serias complicações, podendo levar ate ao suicídio, sem exageros. No futuro, reflexos em menor pr
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