Quadrinista cult vai à telona em "Anti-Herói Americano"
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CHRISTIAN PETERMANNdo Guia da Folha
O biográfico "Anti-Herói Americano" foge das convenções: o casal de documentaristas Shari Springer Berman e Robert Pulcini, no quarto trabalho conjunto, mistura linguagens para narrar a história nada comum do ordinário Harvey Pekar.
Ele é um arquivista de hospital que criou fama cult como quadrinista. Por não saber desenhar, ele entregou suas idéias para os traços de talentos de renome, como os do seu amigo Robert Crumb, um dos mestres underground do gênero.
Em 1976, Pekar passou a publicar a revista-marco American Splendor, um retrato de si próprio e dos anônimos americanos.
Assim como sua poesia do mundano assumiu várias caras no papel, os cineastas apresentam o pessimista Pekar com depoimentos do próprio, passagens animadas, cenas documentais e encenações de sua vida, nas quais ele é personificado com maestria por Paul Giamatti ("Histórias Proibidas").
Brilha ao seu lado a atriz Hope Davis ("As Confissões de Schmidt"), que interpreta Joyce Brabner, uma anêmica autodiagnosticada e seu grande amor.
Vencedor do prêmio especial da mostra "Un Certain Regard", em Cannes, e do grande prêmio do júri para obra dramática em Sundance, o filme brinca com as possibilidades do cinema e demonstra o quão complexa é a vida comum.
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