Ilustrada
17/03/2008 - 21h26

Comentário: Sem conflitos, "BBB" mergulha no marasmo da "falsa simpatia"

Publicidade

TINO MONETTI
Colaboração para a Folha Online

Faltando pouco para o fim da atração, o "Big Brother Brasil" passou de uma competição real onde diversos meteoros se colidem em um céu de ganância, para um universo onde famosos estelares convivem com cinco luas sem brilho próprio e em órbita perdida.

Pedro Bial já tinha avisado que Marcelo foi o grande "protagonista" desta edição do "BBB". É a velha história "falem bem, falem mal, falem de mim" que ataca sem piedade. Mesmo barraqueiro, o psiquiatra oferecia altas doses de diversão, sarcasmo e combate ao reality show da Globo.

Dentro da casa, o marasmo parece dominar o programa que, sem alguém para cutucar com "vara fina" --como diria Gyselle--, se torna uma absoluta perda de tempo sem limites, protagonizada por um quinteto mais mascarado que amigos festeiros no Carnaval.

Com a suavidade e o "clima de paz" aparente que impera, fica ainda mais difícil suportar as falhas de personalidade e os momentos vazios que os participantes restantes fazem questão de exibir ao longo dos longos dias que antecedem a final.

Gyselle, Rafinha, Thati, Marcos e Natália (a gaúcha, em menor grau, talvez por sua autenticidade) nos mostram como a vida e o comportamento humano é enfadonho sem conflitos, discussões ou pontos divergentes para serem acertados.

Fingindo que "tudo vai bem", os confinados ganham mais confiança de que passam uma boa imagem na TV, mesmo sem saber que a falsidade de seus personagens é percebida rapidamente pelo olhar atento aqui fora.

Sem opções, a Globo apela para o segundo maior chamariz de audiência, depois dos "15 minutos de fama" de alguém tão desconhecido como você: famosos.

Enchendo a casa de celebridades de todos os tipos e tamanhos, a direção da atração consegue ao menos criar uma "egolândia". Na disputa acirrada pela atenção dos "deuses" da atualidade, cria-se apatia pelo "desconhecido" ao lado e adoração pelo ser intocável que também senta e come na sua frente.

Deborah Secco, Claudia Leitte, Paulo Ricardo e Jorge Fernando são ferramentas práticas que o canal coloca em ação para tentar dar brilho à monotonia de um elenco de gente comum demais, básica, sem estrelas, ataques ou questões contundentes.

Trocando em miúdos, um mundo onde a "falsa simpatia" reina sobre a "sinceridade ainda que grosseira", a idiotice e a falta de personalidade transformam os competidores em crianças-adultas sem limites. Desta forma, acaba também com a possibilidade de qualquer tipo de reflexão, diálogo ou análise, de qualquer situação.

O que era um estudo intenso sobre o comportamento humano dentro de uma fantasiosa e deslumbrante caixa de Skinner, se revela como um lento e desgastado teatro de fantoches onde cada personagem demora demais para empolgar o público que, bocejando, agradece aos céus por esta não ser sua vida.

Comentários dos leitores
Marie Santini (1) 02/02/2009 23h21
Marie Santini (1) 02/02/2009 23h21
DENUNCIA sobre os abusos do Programa da TV GLOBO - BBB9 - 2009 Vimos fazer denuncia dos abusos excessivos que este programa vem fazendo durante este ano. Se o programa é para concorrer a um premio de 1 milhão, através de um JOGO, a direção desse programa transformou o programa em pânico tanto para quem esta dentro da casa, como para os telespectadores.
Está evidente que está ocorrendo um conflito de abusos contra os direitos humanos, da liberdade, dignidade e respeito com os concorrentes ali presente. Onde está o direito da cidadania? O Ministério da Justiça precisa tomar uma providencia urgente, antes que mais alguma outra prova possa trazer mais lesões aos concorrentes.
A PIOR DE TODAS as PROVAS ATE ONTEM FOI, QUANDO CONFINARAM NUMA SOLITÁRIA DE 2 X 2 M2, 3 RAPAZES vestidos de branco e descalços. Resultando em danos: a claustrofobia, um sério dano psicológico!
A sala é como uma "solitária-prisão", considerada como castigo, de cima a baixo inteiramente branco, o cérebro cansa, em ambiente sem janelas, sem noção de tempo, da sem luz natural do dia ou da noite, e uma lâmpada fica ligada 24horas.
Por que classificá-los como castigados numa solitária? O que fizeram para merecer?
O jovem rapaz LEONARDO JANU de 25 anos, ao entrar no quarto, teve um impacto que mostrou sinais de pânico para todos os telespectadores.
Esse abuso, causa lesões no cérebro e, conseqüentemente serias complicações, podendo levar ate ao suicídio, sem exageros. No futuro, reflexos em menor pr
sem opinião
avalie fechar
O Carioca (527) 02/01/2009 22h11
O Carioca (527) 02/01/2009 22h11
Estaremos de volta a partir de dia 13. Aguardem! Vamos começar tudo de novo! sem opinião
avalie fechar
Ricardo Rogério (7) 19/12/2008 13h55
Ricardo Rogério (7) 19/12/2008 13h55
Encontrei a Jake Cury no Salão do Automóvel 2008. Foi deprimente...a moça se acha a última bolca do pacote, carregava um poodle raquitico que parecia estar stressado com a movimentação ao seu redor...fora que a moça contratou uns seguranças e impedia qualquer pessoa que tentasse se aproximar dela. Lamentável como essa palhaçada de BBB cria pessoas tão estupidas que se acham VIP´s. Se juntar tudo não dá um pastel... 1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2853)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca