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04/11/2003 - 08h32

Morre no Rio a escritora Rachel de Queiroz

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da Folha Online

Morreu hoje no Rio de Janeiro a escritora cearense Rachel de Queiroz, que completaria 93 anos no dia 17 de novembro. Ela foi vítima de um infarto do miocárdio, por volta das 6h, enquanto dormia em sua casa no bairro do Leblon, na zona sul, segundo a família. A escritora já havia sofrido um derrame em agosto de 1999.

O velório será na ABL (Academia Brasileira de Letras) e a previsão era de que o corpo chegasse ao local às 11h. Diferentemente do que havia sido inicialmente informado pela assessoria da ABL, o enterro será feito somente amanhã, no mausoléu da família da escritora no Cemitério São João Batista, em Botafogo (zona sul).

Entre suas principais obras estão os livros "As Três Marias" (1939) e "Memorial de Maria Moura" (1992), que virou minissérie na TV Globo.

Divulgação

A escritora cearense Rachel de Queiroz
A escritora foi a primeira mulher a entrar para Academia Brasileira de Letras e ocupava a cadeira número 5, para a qual foi eleita em 4 de agosto de 1977.

Nascida em Fortaleza (CE) em 1910, Rachel de Queiroz começou a escrever cedo e, em 1930, publicou o romance "O Quinze", onde narrava o drama da seca no Nordeste. Ela descendia pelo lado materno do escritor José de Alencar, autor de "O Guarani", e foi professora, jornalista, romancista, cronista e teatróloga.

Depois da seca que assolou o Ceará em 1915, Rachel veio com a família para o Rio de Janeiro em 1917. Em seguida, a família Queiroz mudou-se para Belém do Pará, onde ficou por dois anos, retornando então para Fortaleza, onde ela se formou no curso normal aos 15 anos.

Rachel estreou no jornalismo em 1927 no jornal "O Ceará", sob o pseudônimo de Rita de Queluz. Depois de publicar seu primeiro livro em 1930, a escritora começou a ganhar destaque na vida literária do país com obras de fundo social.

Em 1932, Rachel publicou seu segundo livro, intitulado "João Miguel", seguido de "Caminho das Pedras", em 1937, e "As Três Marias", com o qual conquistou o prêmio da Sociedade Felipe d'Oliveira dois anos depois.

Residindo no Rio a partir de 1939, ela colaborou durante vários anos para jornais como o "Diário de Notícias" e "O Jornal", e para a revista "O Cruzeiro".

A escritora militou no Partido Comunista Brasileiro na década de 30 por um curto período, mas continuou depois a atuar politicamente. Participou da campanha que levou à queda de Getúlio Vargas em 1945 e ajudou nas articulações do golpe de 1964, que derrubou o presidente João Goulart.

Como dramaturga, escreveu as peças "Lampião" (1953) e "A Beata Maria do Egito" (1958). Em 1992, publicou o romance "Memorial de Maria Moura", que se tornou um sucesso e acabou sendo adaptado para a TV.

Rachel de Queiroz lançou, juntamente com sua irmã Maria Luíza, o livro de memórias "Tantos Anos" no final de 1998.

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