Atores em Curitiba pedem dinheiro público no Dia Mundial do Teatro
MIGUEL ARCANJO PRADO
enviado especial da Folha Online a Curitiba
Está marcado para o meio-dia desta quinta-feira (27), Dia Mundial do Teatro, um protesto de artistas que participam do Festival de Curitiba. Eles vão pedir a criação de uma lei que estabeleça o "Prêmio do Teatro Brasileiro", que destinaria recursos da União às companhias teatrais do país.
A manifestação será realizada no Memorial de Curitiba, sede da organização do festival. Haverá atos públicos em 11 Estados, informaram os organizadores do movimento.
"O poder público deve patrocinar o teatro, porque ele não consegue se sustentar com a bilheteria", defende o ator Rodrigo Ferrarini, da Pausa Companhia, de Curitiba.
"Nosso ato vai mostrar às autoridades que não podemos sobreviver sem essa lei", afirma Henrique Saidel, diretor da Cia. Silenciosa, também de Curitiba.
O ato quer que o dinheiro do contribuinte brasileiro sustente os artistas durante os ensaios, as montagens e as turnês do espetáculo.
A atriz Giorgia Conceição, da Cia. Silenciosa, explica como o dinheiro público seria destinado aos artistas: "Haveria uma comissão formada por pessoas ligadas à cultura em cada uma das regiões brasileiras que escolheria os melhores projetos. Claro que concorresse não poderia participar desse júri", diz.
O ator e fundador do grupo paulistano Ivam Cabral está confirmado no protesto, informaram os organizadores. Ele lerá a Carta de Porto Alegre, escrita após a reunião do Redemoinho --movimento que engloba grupos teatrais de 11 Estados-- que apóia a causa.
O repórter viajou a convite do Festival de Curitiba.

