Justiça mantém versão e livro de prêmio Nobel no Japão
da France Presse, em Tóquio
Um tribunal japonês considerou nesta sexta-feira que o Exército imperial teve envolvimento nos suicídios coletivos de civis em Okinawa ao fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), ao não aceitar uma ação apresentada contra o prêmio Nobel de Literatura japonês Kenzaburo Oe, 73.
Um ex-oficial do exército japonês e a família de um soldado haviam apresentado uma demanda em 2005 contra Oe pelo livro "Okinawa Notes" ("Notas de Okinawa", em tradução livre), no qual o escritor relata como o exército imperial ordenou aos habitantes desta ilha meridional que se suicidassem ao invés de se entregar aos americanos em 1945.
Os autores da ação, que se consideravam difamados, solicitavam o pagamento de indenização e a retirada do livro, escrito em 1970, do mercado.
Porém, o tribunal deu razão ao prêmio Nobel de Literatura por considerar que o exército japonês teve efetivamente sua parcela de responsabilidade nos suicídios coletivos após o desembarque dos americanos em Okinawa, ao fim da mais sangrenta batalha da guerra do Pacífico.
Oe, conhecido por suas opiniões pacifistas, recebeu o Nobel de Literatura em 1994.
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