Irã diz que filme de deputado holandês é vingança contra islã
da France Presse, em Teerã
O Irã condenou nesta sexta-feira um filme contra o islã difundido na internet por um deputado holandês de extrema direita.
"Esta ação repugnante realizada por um deputado holandês e uma companhia britânica [em cujo site foi publicado o filme] ilustra a vingança por parte de alguns cidadãos ocidentais contra o islã e os muçulmanos", afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Mohammad Ali Hosseini, em um comunicado.
O porta-voz taxou o filme de "provocador" e advertiu contra as "repercussões" de sua difusão.
Também fez um apelo aos governos da Holanda e Reino Unido e a União Européia para que atuem para impedir a difusão de um filme "insultante para o islã".
O primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, também rejeitou a versão do islã apresentada em um filme do deputado holandês de extrema-direita Geert Wilders.
"O filme relaciona islã e violência, e nós rejeitamos essa interpretação", declarou Balkenende, em mensagem divulgada pela TV em holandês e em inglês.
Várias vezes, o governo holandês tentou convencer Wilders a renunciar a seu projeto, temendo uma reação similar à ocorrida após a publicação de charges do profeta Maomé na imprensa dinamarquesa.
Wilders vive sob proteção policial, após o assassinato, em novembro de 2004, do cineasta holandês Theo van Gogh, cometido por um radical islâmico por causa de um filme, no qual denunciava a condição da mulher no islã.
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