"Risorama" é fenômeno de público do Festival de Curitiba
MIGUEL ARCANJO PRADO
enviado especial da Folha Online a Curitiba
Na noite de ontem (27), a comediante Nany People foi a mestre de cerimônias de mais uma edição do "Risorama", a mostra de humor stand-up idealizada há cinco anos pelo humorista Diogo Portugal dentro do Festival de Curitiba. Ela apresentou as atrações da noite e brincou com a platéia.
"Participo desde a primeira edição. A diferença é que agora estamos com um espaço maior e com equipamento igual ao de show da Ivete Sangalo [risos]", conta Nany. Ela se refere ao megaespaço destinado ao "Risorama" em 2008: o Park Cultural, às margens da BR-777, onde se acomodam em média 700 pessoas por apresentação. Nesta edição, são dez apresentações abertas ao público (na segunda-feira houve uma apresentação fechada), informou a organização do festival. Todas com casa cheia.
Nany não vai comandar as apresentações desta sexta nem deste sábado, por conta da peça "Nany People Salvou Meu Casamento", em cartaz no teatro Brigadeiro, em São Paulo. Mas ela promete voltar para encerrar a mostra do riso, no domingo: "Saio da peça em São Paulo e corro para o aeroporto. Espero estar no palco em Curitiba por volta das 22h30", diz.
| Kelly Knevels/Clix |
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| Comediante Nany People comanda noite dedicada ao humor no Festival de Curitiba |
Bem mais que um microfone
Reza a lenda que, para que a comédia stand-up aconteça, basta um microfone e um comediante. Mas nesta edição, além desses dois itens básicos, há ainda uma parafernália tecnológica, como cinegrafistas, diretor de vídeo, dois telões com imagens ao vivo do palco e serviço de bar para o público. Aliás, esse não pode faltar, segundo o idealizador do "Risorama". "Um bom serviço de bar é fundamental em nossas apresentações, assim, o público fica mais descontraído", revela Diogo Portugal.
Diogo lembra que demorou bastante até ver sua criação virar o atual fenômeno de público destro do festival. "O 'Risorama' sempre foi o primo pobre do festival. Ele ainda não tem muito reconhecimento na mídia. A peça dos Satyros ganha muito espaço no jornal. Já poucas pessoas falam da gente", afirma. Reclamação feita, uma coisa é certa: público não falta e só há ingressos para as sessões extras, de meia-noite, neste fim de semana.
| Kelly Knevels/Clix |
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| Diogo Portugal criou o "Risorama", o maior sucesso de público do Festival de Curitiba |
Corporativismo e "Zorra Total"
Para movimentar a cena do humor em Curitiba e trazer nomes importantes para seu evento, Diogo conta com uma espécie de corporativismo existente entre os humoristas. "Alguns nem se importam de ganhar cachê menor do que estão acostumados, só para participar do festival", revela. Ele ainda conta qual será seu próximo investimento: "Estou tentando trazer o pessoal dos 'Melhores do Mundo', de Brasília", fala.
Na noite de ontem, entre os que se apresentaram, estavam o roteirista de "A Grande Família" (Globo), o carioca Cláudio Torres Gonzaga, e o estreante no "Risorama", o paranaense Fábio Lins.
"Venho todos os anos. Eu adoro o público de Curitiba, que é educado e pontual", diz o comediante de São Paulo, Otávio Mendes, que também se apresentou ontem. Um dos destaques da noite foi a apresentação das atrizes Fabíola Nascimento e Katiúscia Canoro, nos papéis da dupla de cantoras Graucia e Grauciane.
Após o espetáculo, Katiúscia revelou à Folha Online qual é seu próximo projeto: "Vou entrar para o 'Zorra Total', onde vou fazer a personagem Lady Kate, uma prostituta que se casa com um senador, mas não sabe se comportar direito", diz.
Katiúscia tem um desafio e tanto pela frente: a missão de substituir o enorme buraco deixado no programa com a saída de Maria Clara Gueiros, que migrou para o elenco da novela "Beleza Pura".
Saiba a programação completa do 'Risorama' até domingo.
O repórter viajou a convite do Festival de Curitiba.
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