Pavarotti usou playback em Olimpíada de Inverno, diz maestro
da Efe, em Roma
O tenor italiano Luciano Pavarotti, que morreu em 2007, cantou em playback durante a cerimônia de abertura da Olimpíada de Inverno de 2006, em Turim, revela um livro publicado hoje na Itália escrito pelo maestro e pianista Leone Magiera, que acompanhou o artista durante toda a sua carreira.
"Nos últimos anos, a figura de Luciano tinha piorado, assim como suas escolhas musicais", escreve Magiera no livro intitulado "Pavarotti Visto da Vicino" ("Pavarotti Visto de Perto", em tradução livre), no qual conta sua trajetória profissional ao lado do tenor.
| Richard Drew/AP |
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| Luciano Pavarotti teria utilizado playback em apresentação em Turim, aponta livro |
"Apesar das dores cada vez maiores que sofria --provavelmente aviso da doença que o levou ao túmulo-- e de ser obrigado a se movimentar em uma cadeira de rodas, Pavarotti quis participar do espetáculo de abertura dos jogos de Turim", diz um trecho do livro.
"Todos acharam que era uma transmissão ao vivo, mas na verdade foi muito diferente", afirma o maestro.
Magiera narra então como gravou com a orquestra a ária "Nessun Dorma", de Giacomo Puccini, e depois levou o registro a um estúdio de Modena, cidade natal de Pavarotti.
Segundo o pianista, o tenor cantou sobre a gravação da orquestra com uma voz quase intacta e que o fez sentir calafrios.
"Na noite do espetáculo de abertura, a orquestra fingia tocar para o público, eu fingia conduzir e Luciano fingia cantar", disse Magiera.
Magiera é casado com Lidia La Marca, ginecologista, que era amiga íntima de Pavarotti. La Marca assegurou à imprensa que Pavarotti lhe confessou pouco antes de morrer que sua mulher, Nicoletta Mantovani, o "atormentava".
Após as declarações, Mantovani processou La Marca por difamação.
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