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Ilustrada
16/04/2008 - 08h29

Wagner Moura critica política de enfrentamento do Bope

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LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

No dia em que o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais da PM do Rio) matou ao menos nove pessoas no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, o cinema brasileiro consagrou o sucesso do capitão Nascimento. No filme "Tropa de Elite", ele é um integrante do Bope adepto a técnicas de tortura contra criminosos e moradores de favelas cariocas. Foi entregue nessa terça (15), no Rio, o Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro.

Divulgação
Wagner Moura vive capitão do Bope em "Tropa de Elite"; veja galeria de imagens sobre o filme
Wagner Moura vive capitão do Bope em "Tropa de Elite"; veja galeria de imagens sobre o filme

O ator Wagner Moura, que viveu o personagem no filme, foi eleito o melhor ator pelo papel e, em discurso, criticou a política de enfrentamento adotada pelo governo do Rio.

"Não se combate a violência só com a polícia. Enquanto o único braço do poder público que subir os morros for a polícia, não vai ter jeito", discursou Moura.

O ator Milhem Cortaz, vencedor do prêmio de melhor ator coadjuvante pela atuação em "Tropa de Elite", disse que seu personagem, um policial corrupto que tenta integrar o Bope, é um espelho do cidadão brasileiro.

"Ele é um cara que dá um jeito de sobreviver, mas tem integridade. Ele não atira em ninguém, a não ser no policial que tenta o matar. Acho que posso compará-lo ao Macunaíma", afirmou.

 

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