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Ilustrada
18/04/2008 - 17h52

Em SP, Charles Aznavour rejeita rótulo de monstro sagrado

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DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online

O francês Charles Aznavour, 82, rejeitou fortemente o rótulo de "monstro sagrado da canção francesa". "É horrível", disse enfaticamente quando questionado sobre o que pensava da alcunha.

Aznavour se apresentou ontem e sobe em breve, às 21h30, ao palco da Via Funchal para seu último show em São Paulo. Ele conversou com a imprensa na última terça-feira (15). Com fala pausada, mas extremamente alerta à tradução, o francês pausava a todo instante para dizer que não era exatamente o que tinha dito.

Leo Caobelli/Folha Imagem
Charles Aznavour em apresentação na casa de show Via Funchal na noite de ontem
Charles Aznavour em apresentação na casa de show Via Funchal na noite de ontem

Pequeno, cheio de energia, e com um linguajar que faz justiça a seu título de embaixador itinerante da Armênia, Aznavour vai aos poucos revelando sua personalidade e convicções.

Quanto ao monstro sagrado, ele completa: "Não chamam um escritor, um pintor de monstro sagrado. Eu sou mais um artesão, um homem tranqüilo que escreve e faz suas canções", afirmou o cantor.

Sobre o fato de cantores como Nelson Ned terem um estilo semelhante ao seu, Aznavour disse que gosta que interpretem suas canções, desde que a pessoa reinterprete a canção. "Se for para cantar igual a mim, canto eu", disse ainda o também ator.

Como intérpretes de canções suas, Aznavour destacou Roy Clarke, Elvis Costello e Liza Minelli.

Sobre a carreira de ator, Aznavour disse que começou nela, mas que sua veia é realmente de cantor. "O público envelhece com seu cantor, mas não com seu ator", afirmou.

 

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