Em SP, Charles Aznavour rejeita rótulo de monstro sagrado
DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online
O francês Charles Aznavour, 82, rejeitou fortemente o rótulo de "monstro sagrado da canção francesa". "É horrível", disse enfaticamente quando questionado sobre o que pensava da alcunha.
Aznavour se apresentou ontem e sobe em breve, às 21h30, ao palco da Via Funchal para seu último show em São Paulo. Ele conversou com a imprensa na última terça-feira (15). Com fala pausada, mas extremamente alerta à tradução, o francês pausava a todo instante para dizer que não era exatamente o que tinha dito.
| Leo Caobelli/Folha Imagem |
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| Charles Aznavour em apresentação na casa de show Via Funchal na noite de ontem |
Pequeno, cheio de energia, e com um linguajar que faz justiça a seu título de embaixador itinerante da Armênia, Aznavour vai aos poucos revelando sua personalidade e convicções.
Quanto ao monstro sagrado, ele completa: "Não chamam um escritor, um pintor de monstro sagrado. Eu sou mais um artesão, um homem tranqüilo que escreve e faz suas canções", afirmou o cantor.
Sobre o fato de cantores como Nelson Ned terem um estilo semelhante ao seu, Aznavour disse que gosta que interpretem suas canções, desde que a pessoa reinterprete a canção. "Se for para cantar igual a mim, canto eu", disse ainda o também ator.
Como intérpretes de canções suas, Aznavour destacou Roy Clarke, Elvis Costello e Liza Minelli.
Sobre a carreira de ator, Aznavour disse que começou nela, mas que sua veia é realmente de cantor. "O público envelhece com seu cantor, mas não com seu ator", afirmou.
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