Musical "... E o Vento Levou" estréia em Londres
da France Presse, em Londres
A adaptação musical de "... E o Vento Levou", que teve sua estréia mundial nos palcos de Londres na noite desta terça-feira (22), não agradou a crítica, que reclamou da falta de paixão entre Scarlett O'Hara e Rhett Butler, mas foi recebido com aplausos e de pé pelo público.
| Divulgação |
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| Versão cinematográfica de "... E o Vento Levou" com Gable e Leigh |
O crítico do "Daily Telegraph", Charles Spencer, disse que não havia "química sexual" entre os dois protagonistas principais, vividos por Jill Paice, uma atriz da Broadway pouco conhecida, e o britânico Darius Danesh, que ficou conhecido no reality show "Pop Idol".
"Paice é bonita e cheia de energia, mas não tem o perigoso erotismo que pede o papel", escreveu Spencer, que também criticou as canções por "falta de brilho".
O musical também só recebeu duas, das cinco estrelas, da crítica do jornal "The Times". O crítico do "Independent", Paul Taylor, por sua vez, deu três estrelas, elogiou o "diabolicamente encantador Darius Danesh e sua sedução insolente, sua voz aveludada", mas não gostou da atriz que vive Scarlett, que não lhe pareceu suficientemente "felina".
Para a maior parte da crítica é Danesh que salva o musical.
O audacioso projeto de levar a adaptação musical do romance épico de Margaret Mitchell, imortalizado no cinema em 1939 por Vivien Leigh e Clark Gable, era esperado com ansiedade.
Os amores e desamores da sensual e tempestuosa Scarlett O'Hara e do galante e imprevisível Rhett Butler no contexto da Guerra Civil dos Estados Unidos chegaram ao New London Theatre pelas mãos do diretor britânico sir Trevor Nunn, conhecido pela direção de obras shakespearianas e musicais clássicos como "Cats" e "Les Miserables".
A americana Margaret Martin, uma médica de 53 anos que jamais trabalhou no teatro, é a autora do libreto e da música, e contou em entrevista ao "Financial Times" que compunha canções em seu tempo livre e que, em 1998, resolveu fazer uma adaptação do livro de Mitchell, depois de vencer o ceticismo da Stephen Mitchell Trust, que administra a obra da autora.
Contou também que enviou o material ao diretor britânico depois de ler numa entrevista que Nunn sentia uma paixão pessoal pela história dos EUA e, em especial, pela guerra civil desse país.
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