Ilustrada
25/04/2008 - 16h46

Genialidade de Lygia Clark está em sua delicadeza, diz artista

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DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online

A genialidade da obra da artista plástica Lygia Clark, expoente dos grupos Frente e Neoconcreto e criadora da série de esculturas móveis "Bichos", está em sua delicadeza e no movimento que confere a suas sobras, segundo opinião da também artista plástica Elisa Bracher.

Em entrevista à Folha Online, Bracher comentou um pouco de sua visão sobre Clark, que morreu há 20 anos, no dia 25 de abril de 1988.

Divulgação
Lygia Clark morreu há 20 anos, mas seu legado permanece; veja galeria de imagens
Lygia Clark morreu há 20 anos, mas seu legado permanece; veja galeria de imagens

Nascida em 1920, a Clark se destacou por imprimir movimento a uma corrente artística restritiva.

"Ela foi expoente de um movimento, mas tinha algo de mais humano, de mais ligado à alma, tanto é que acho que faz sentido ela ter partido para a linha terapêutica depois", disse Bracher.

"Eu não acho que a Lygia seja uma artista cuja qualidade esteja nas composições formais, eu acho que ela tem uma leveza, uma conjunção de encontros, de idas e vindas. Ela tem muito a questão da respiração", afirmou ainda Bracher.

"Eu não sei de onde vem isso, mas em algumas cartas ao Hélio Oiticica ela se mostra meio entristecida pelo aprisionamento da forma", comentou Bracher, quando questionada sobre de onde viria o movimento, a respiração, da obra de Clark.

"Detesto essa palavra, mas para mim ela é feminina", disse Bracher.

Para ela, apesar de serem artistas com trabalhos completamente diferentes, Oiticica acabou ofuscando parte do brilho de Clark.

 

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