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Ilustrada
05/05/2008 - 09h07

Intervenções musicais dão vida a filmes mudos em SP

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LUCAS NEVES
da Folha de S.Paulo

Nos primórdios do cinema, o comediante Buster Keaton não precisava dar um pio sequer para fazer a platéia vir abaixo. As animações pioneiras da alemã Lotte Reiniger, calcadas em jogos de sombras, também transcorriam num silêncio absoluto.

Até que, alguns meses atrás, a organização do Cinetrilhas resolveu lançar um desafio a quatro grupos: criar intervenções musicais e efeitos sonoros que dialogassem com esses e outros filmes mudos.

Na segunda edição do evento, que acontece de hoje a quinta, no Sesc Consolação, o Frame Circus, que iniciou o projeto em 2007, divide a tarefa com Dimos Goudaroulis & Edu Contrera, o coletivo Gargântua e com Gilberto Mauro & Ricardo Garcia (veja a programação em www.sescsp.org.br).

Além dos títulos de Keaton e Reiniger, comparecem produções de Humberto Mauro (quatro filmes de sua primeira fase) e Thomas Edison (sim, o sujeito que inventou a lâmpada). É deste último "Anabelle Dances and Dances" (1895), um dos seis curtas-metragens musicados pelo Frame Circus, formado por Paulo Beto, Maurício Fleury (guitarras, teclados e sintetizadores) e Tatá Aeroplano (brinquedos e vocalises).

"Assistimos a uma caixa de DVDs com uns 50 curtas das décadas de 1900 a 1950, pré-selecionamos 15 e, depois, fechamos nos seis", conta Tatá, sobre a curadoria feita pelo grupo.

Para a performance, que intercala "momentos de canção, outros mais "freaks'", ele promete intervenções com harpa de boca, kazu (instrumento de sopro) e cavaquinho. Mas sem chamar excessivamente a atenção para a partitura. "O lance é deixar as pessoas vendo o filme e viajando."

Cinetrilhas
Quando: de hoje a quinta (8/5), sempre às 19h30
Onde: hall de convivência do Sesc Consolação (r. Dr. Vila Nova, 245, tel. 3234-3000)
Quanto: entrada franca

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