Criticada por estar longe do público, Osesp vai ao interior
DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online
Criticada por ser erudita, fora de alcance, a Osesp (Orquestra Sinfônica de São Paulo) se transformará em um "circo" --usando uma definição bem-humorada do regente John Neschling-- e percorrerá cidades do interior do Estado de São Paulo no mês de julho, quando também ocorre o Festival de Inverno de Campos de Jordão.
"Os cidadãos do interior do Estado também são contribuintes e têm o direito de ver a Osesp", disse o secretário de Estado da Cultura, João Sayad, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira.
| 13.fev.07/Bruno Miranda/Folha Imagem |
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| John Neschling e a Osesp farão turnê no interior do Estado de São Paulo em julho |
O projeto consiste em apresentações da Osesp, mas também aulas com músicos da companhia e palestras de Neschling.
O maestro adiantou o programa de suas classes dizendo que falará sobre a profissão de músico, como fazer música no Brasil e o mercado em geral.
Ao todo, 12 cidades recebem inicialmente o projeto. Sendo que destas, Bauru, Sorocaba, São José dos Campos, Piracicaba, São Carlos e São José do Rio Preto serão palcos de concertos da Osesp.
Taubaté, Itapetininga, Marília, Limeira, Araraquara e Catanduva vão receber diferentes atividades que incluem, variando de cidade para cidade, palestras com Neschling, cursos, concerto do coro de câmara, oficina e concerto do grupo de metais, oficina e concerto do quinteto de sopros e oficina e concerto de cordas.
Segundo o regente, as cidades de Presidente Prudente, Campinas, Birigüi, Araçatuba, Jaboticabal, Franca e Registro devem receber uma próxima edição do Osesp Intinerante.
Para Neschling, um diferencial desta turnê da Osesp é que grande parte das apresentações ocorrerão ao ar livre, em parques e outros locais.
Apesar de considerar como positiva esta espécie de popularização da Osesp, Neschling também apontou as dificuldades de tal projeto.
"É mais fácil tocar em Viena do que no interior de São Paulo ou mesmo que em Maceió, Aracaju ou mesmo Brasília", disse o regente, ao comentar condições de acústica e outros quesitos que tornam um local ideal para execuções de uma orquestra.
Neschling afirmou que o repertório no circuito itinerante da Osesp trará peças normalmente tocadas pelo grupo, mas com adaptações para o público. "Vou mesclar obras nacionais, populares, outras menos conhecidas, mas para um público que não é assinante da Osesp", disse o maestro.
A turnê da Osesp pelo interior de São Paulo começa no dia 2 e termina no dia 20 de julho. A iniciativa tem apoio do Sesc e custou cerca de R$ 1,8 milhões. O projeto recebeu incentivos pela lei Rouanet.
| Arte/Folha Online | ||
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