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Ilustrada
19/05/2008 - 08h36

Tamanho da torcida vai remunerar futebol na TV paga, informa Daniel Castro

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da Folha Online

Flamengo, Corinthians e São Paulo criaram um enorme impasse para a TV Globo. Unidos, os três clubes decidiram na semana passada assinarem o quanto antes contrato com a Globosat pelos direitos de TV paga (SporTV e pay-per-view) do Campeonato Brasileiro de 2009 a 2011. Simultaneamente, decidiram manter o veto ao contrato pelo mesmo torneio na TV aberta (Globo). Sem a assinatura dos times, a Globo não poderá exibir seus jogos.

A informação é da coluna Outro Canal, de Daniel Castro, na Folha desta segunda-feira (19). O conteúdo completo é exclusivo para assinantes UOL e Folha.

Em outras palavras, os clubes que mais têm jogos exibidos na Globo ameaçam boicotar a TV aberta e privilegiar a TV paga, diz o colunista.

Por trás disso está, principalmente, uma nova regra, criada pela própria TV Globo (dona da Globosat): a partir de 2009, os clubes serão remunerados pela TV paga conforme a participação de suas torcidas entre os assinantes de pay-per-view. Uma pesquisa será feita entre compradores de pacotes de pay-per-view para determinar o percentual de cada clube.

De acordo com Daniel Castro, como têm maiores torcidas, Flamengo, Corinthians e São Paulo acham que serão mais bem remunerados se seus jogos forem apenas exibidos pela TV paga. Se mantiverem as bases atuais, em que praticamente a metade de suas partidas são transmitidas pela TV aberta, esses clubes, em tese, serão prejudicados, pois seus torcedores não se sentem estimulados a comprar pay-per-view.

Na verdade, os três times querem apenas aumentar suas receitas com TV, e não boicotar a Globo. Atualmente, toda a arrecadação com direitos de TV é rateada pelo Clube dos 13 entre seus sócios. Flamengo e Corinthians, por exemplo, recebem cada um aproximadamente 7% do total. Como têm mais jogos transmitidos pela TV aberta, acham o critério injusto, informa Outro Canal.

Segundo a coluna, no fundo, os três clubes estão usando a TV Globo para aumentarem suas cotas dentro da entidade que os representa nas negociações. Os cartolas têm em mãos dois grandes trunfos: a separação das negociações de direitos de TV aberta e paga e as recomendações da Secretaria de Direito Econômico, principalmente a que proíbe o direito de preferência à Globo na renovação de contratos.

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