Cineastas e produtores falam sobre Rogério Sganzerla
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da Folha de S.PauloVeja a repercussão da morte do diretor Rogério Sganzerla, aos 57 anos, entre outros cineastas e produtores brasileiros:
Cacá Diegues:
"Destaco sobretudo a inspiração e inquietação que ele sempre teve em relação a sua obra. Ele fazia filmes como se o cinema tivesse sido inventado naquele momento. 'O Bandido da Luz Vermelha' é um marco de luz do cinema nacional."
Carlos Reichenbach:
"Esses últimos dias têm sido cruéis com o cinema brasileiro e, principalmente, com o paulista. Perdemos o [cineasta] Walter Hugo Khouri, o crítico Jairo Ferreira, e agora o cineasta que revolucionou o cinema brasileiro na década de 60, um dos nossos autores mais inovadores e radicais. Filmes como 'O Bandido da Luz Vermelha' e 'A Mulher de Todos' são símbolos da inovação do cinema contemporâneo. De certa forma, ele era o Godard brasileiro."
José Mojica Marins (Zé do Caixão):
"Eu considerava ele um sujeito que sempre pensou além de seu tempo. Audacioso, não se importava em brigar com dez, 20, para levar sua obra adiante. É um cineasta que procurava se modernizar e avançar. Ele brincava comigo que no cinema brasileiro só havia dois criadores, ele e eu. O resultado é que em todo lugar do mundo que vou me perguntam sobre ele."
Luiz Carlos Barreto:
"O cinema brasileiro renasceu com Sganzerla e Bressane. Ele evitou que o cinema novo se auto-sufocasse. 'O Bandido da Luz Vermelha' tem uma importância ímpar no cenário brasileiro. Esse primeiro filme sociopolicial vai ficar sempre como um marco."
Silvio Tendler:
"Rogério foi um grande amigo, e ele deixa uma lacuna enorme porque além de cineasta, ele era um grande agitador. Nunca aceitava as coisas prontas e acabadas e terminou a carreira com um filme lindíssimo, 'O Signo do Caos', tão contestador quanto 'O Bandido da Luz Vermelha'. Era um cineasta que fazia trepidar as catedrais."
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