Editora se desculpa por anúncio de livros de Paulo Coelho no México
da Efe, na Cidade do México
O grupo editorial Random House Mondadori (RHM) se desculpou hoje publicamente pelo conteúdo de uma campanha promocional de livros do escritor Paulo Coelho na qual um jovem sai com uma bandeira mexicana amarrada no pescoço e cobrindo suas costas.
"Desculpamo-nos perante as instituições e o público em geral por nossa ação involuntária", informou a editora em comunicado depois que o vídeo, colocado no portal YouTube, gerou grande polêmica no país.
Na gravação, feita em Paris, um jovem, com uma bandeira do México amarrada no pescoço e cobrindo suas costas, invade uma livraria na qual o escritor está assinando suas obras e, após empurrar as pessoas que estavam na fila aguardando sua vez, arranca o bolso da jaqueta de Paulo Coelho.
| 31.jul.07/Alessandro Della Bella/AP |
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| Propaganda de livros do escritor brasileiro Paulo Coelho sofreu críticas no México |
Raudo, o jovem, e seu cúmplice, que leva a câmera de vídeo, deixaram o salão e na rua o primeiro se ajoelha e começa a gritar de felicidade após o sucesso de sua ação irreverente, enquanto o segundo o filma.
O vídeo termina mostrando o site de Paulo Coelho (www.paulocoelho.com), o da editora no México (www.rhmmx.com.mx) e um terceiro sobre o escritor (www.escoelhoerestu.com).
Desde 1º de abril, o vídeo, de um minuto e sete segundos, foi visto por 4.256 usuários.
"Este vídeo é parte da campanha da editora Random House Mondadori para promover a venda dos livros de bolso do autor de 'O Alquimista' e 'O Zahir'", indicou a empresa.
Em sua nota, a assessoria de comunicação da empresa indicou que a editora sempre "respeitou as instituições e os símbolos pátrios e em nenhum momento agiu com dolo ou com o objetivo de prejudicar".
A imprensa local indica hoje que o assunto está sendo analisado pela Secretaria de Governo (Interior) perante a possibilidade de que represente uma ofensa ao símbolo pátrio mexicano. No entanto, o órgão ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
O grupo editorial esclareceu em sua nota que até a tarde de terça não tinha "conhecimento algum, por via telefônica ou escrita, da reação que instituições do governo tiveram em relação ao vídeo".
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