Com Cannes perto do fim, críticos estão desanimados
MIKE COLLETT-WHITE
da Reuters, em Cannes
A ausência de filmes memoráveis em Cannes neste ano significa que o festival 2008 dificilmente sobreviverá por muito tempo na memória dos críticos, para os quais, depois de um início forte, a competição principal foi perdendo brilho.
| Christian Hartmann/AP |
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| Angelina Jolie e Brad Pitt foram algumas das estrelas que pisaram no tapete de Cannes |
Apesar disso, o tapete vermelho do festival atraiu grandes nomes como Madonna, Angelina Jolie, Brad Pitt, Clint Eastwood, Penelope Cruz, Woody Allen, Steven Spielberg e Harrison Ford, além de astros do esporte como Mike Tyson e Diego Maradona.
Faltando ainda três dos 22 filmes da competição oficial para serem exibidos, críticos e jornalistas têm dificuldades para citar destaques após dez dias exaustivos dias --até agora-- de sessões de cinema, coletivas de imprensa, entrevistas e festas.
Palma de Ouro
A competição se encerra na noite de domingo, quando o júri de nove membros encabeçado por Sean Penn entregará os prêmios, culminando com a cobiçada Palma de Ouro de melhor filme.
"O clima geral vem sendo de desapontamento, mesmo antes de chegar a metade do festival", disse Jay Weissberg, crítico da revista especializada "Variety".
"Depois de um festival de Berlim fraco, a impressão que se está tendo é que 2008 não será o melhor dos anos para o cinema."
Aposta em "Valsa com Bashir"
Weissberg e vários outros críticos assinalaram "Valsa com Bashir" como potencial ganhador do prêmio máximo.
O documentário animado foi visto como maneira inovadora de explorar as memórias de um recruta israelense sobre o massacre de refugiados palestinos dos campos de Sabra e Shatila, em Beirute, em 1982.
Outros candidatos de peso incluem o veterano de Hollywood Clint Eastwood e o diretor turco Nuri Bilge Ceylan, ressaltando como Cannes procura unir o cinema comercial com filmes independentes feitos com orçamentos pequenos.
"The Exchange" ("A Troca"), de Eastwood, originalmente intitulado "The Changeling", traz Angelina Jolie no papel de uma mãe nos anos 1930 que perde seu filho e, na busca pela verdade sobre o que aconteceu, entra em choque com a polícia corrupta de Los Angeles e um assassino em série.
Provavelmente mais que qualquer outro filme em Cannes, o de Eastwood vem sendo visto como possível candidato a Oscar, embora muitos críticos não o tenham apreciado tanto assim.
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