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24/05/2008 - 19h09

Festival leva cinema nacional e temática japonesa ao interior do PR

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DAYANNE MIKEVIS
Enviada da Folha Online a Maringá

O jovem Festival de Cinema de Maringá inaugurou sua quinta edição neste sábado na cidade do noroeste do Paraná com o difícil objetivo de diversificar a oferta audiovisual na região.

Com apenas dois cinemas, ambos em shoppings, os moradores de Maringá geralmente não têm a opção de ver filmes nacionais, exceção feita a "Tropa de Elite" --motivo de orgulho na cidade, pois a atriz Fernanda Machado, a Maria do filme de José Padilha, morou em Maringá.

Jonatas Lucizano/Divulgação
Cacá Diegues com Letícia Sabatella ao fundo; diretor e atriz foram homenageados pela quinta edição do Festival de Cinema de Maringá
Cacá Diegues com Letícia Sabatella ao fundo; diretor e atriz foram homenageados pela quinta edição do Festival de Cinema de Maringá

A mostra se notabiliza pela exibição de curtas, tanto de ficção como documentários. Os longas são mais escassos, mas a produção contemporânea se complementa à uma mostra de clássicos japoneses, em uma cidade que já havia recebido esta imigração antes mesmo de existir (Maringá se tornou cidade em 1947).

Foi justamente a questão do público a expansão dele no interior do Brasil o que um dos homenageados do evento, o cineasta Cacá Diegues --que dividiu o privilégio com a atriz Letícia Sabatella-- destacou durante entrevista coletiva do evento.

"O cinema no Brasil virou uma cultura de butique, uma cultura de shopping, as pessoas querem ver seus problemas, querem ver nossos filmes e é por isso que, quando eles passam na televisão, fazem muito sucesso", disse Diegues.

Para o diretor, que se destacou durante o cinema novo, o Estado tem de investir na exibição popular. "O problema do cinema brasileiro hoje não está na produção, está na exibição", afirmou ainda o cineasta.

A escassez de salas e falta de apoio também foi algo nítido da mostra, que conseguiu reunir produções bem acabadas de diversas regiões do país, mas exibidas em duas salas de cinema desativadas, que os organizadores remodelaram com cadeiras de plástico para receber o festival. Todas as exibições do evento são gratuitas.

"Nosso objetivo não é competir com Gramado, é trazer produção inédita aqui em Maringá", disse, mais cedo, o organizador do evento,o carioca Pery de Canti, que se estabeleceu há seis anos na cidade paranaense.

A repórter Dayanne Mikevis viajou a Maringá a convite da organização do festival

 

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