Ilustrada
25/05/2008 - 11h52

Coordenador da Parada fala em lançar ações na Bolsa

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MIGUEL ARCANJO PRADO
da Folha Online

O coordenador-geral da Parada Gay, Manoel Zanini, afirmou que a Parada teve investimento de R$ 1 milhão. Segundo ele, cada real investido traz um retorno para a cidade de R$ 169. O evento deve movimentar, portanto, R$ 169 milhões na capital paulista.

"Com uma taxa de retorno dessa magnitude, sugiro que as ações da Parada devam ser negociadas na Bolsa de Valores", afirmou Zanini, em tom de ironia.

O coordenador comparou a Parada Gay ao movimento das Diretas Já --uma série de manifestações a favor da eleição direta para presidente que levou milhões de brasileiros para as ruas entre 1983 e 1984.

O evento deve reunir 3,5 milhões de pessoas na tarde deste domingo (25).

"Não queremos apenas a curiosidade folclórica ou antropológica, mas, sim, nossos direitos", afirmou Zanini.

Ele revelou, ainda, que o último dos 22 carros a desfilar na Parada de hoje homenageará homossexuais mortos pela Aids ou por atos de violência.

"O trio da APOGLBT virá vazio porque a festa só seria completa se eles [as vítimas] estivessem aqui", completou.

Custos

Não é simples para uma empresa "abrir capital", isto é, lançar ações na Bolsa de Valores. Para começar, a empresa tem que arcar com maiores custos. Dentre eles, balanços amplos e auditados, taxas destinadas à Bovespa e à CVM (Comissão de Valores Mobiliários, que fiscaliza o mercado) e pagamento de dividendos aos acionistas, no caso de lucros.

As empresas ganham em outras pontas: podem conseguir empréstimos mais baratos e maiores facilidades para levantar recursos para investir. Além disso, se a ação da empresa vai bem no mercado, consegue uma publicidade extra.

com Folha de S.Paulo

 

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