Ambulantes sofrem para driblar Guarda Civil e vender na Parada
TINO MONETTI
colaboração para a Folha Online
Diversos vendedores ambulantes reclamaram à Folha Online sobre a marcação rígida da Guarda Civil e da Polícia Militar durante a 12ª Parada do Orgulho GLBT em São Paulo, que acontece neste momento na av. Paulista, em São Paulo.
"Hoje temos que fugir do 'rapa'. A marcação está bem forte e pior que nos anos anteriores", afirmou Celso de Mello, que vende cerveja (uma por R$ 3 e duas por R$ 5), refrigerante e água (R$ 2 cada).
A Polícia Militar já havia revelado durante a coletiva de imprensa da Parada que neste ano faria uma "Varredura" antes do evento com a Guarda Civil para retirar todos os camelôs da região por onde passa o evento.
"Estamos driblando o perigo como dá. Está bem mais complicado vender na Parada. Já vi diversos colegas que tiveram seus produtos confiscados. A PM apreendeu uma senhora que vendia e chegou até a brigar fisicamente com o filho dela", disse Carlos Rocha, que também vende refrigerante e cerveja, cada um por R$ 3.
Nas imediações do evento, como na r. Frei Caneca, muitos ambulantes armavam esquemas em conjunto para conseguir vender seus produtos. Eles trocavam informações sobre as melhores ruas (com menor policiamento) e as formas mais rápidas de fugir em caso de apreensão.
A rua de trás do Masp (Museu de Arte de São Paulo), o Boulevard 9 de Julho, está tomado por carrinhos que vendem cachorro quente e vendedores de bebidas que, apesar da marcação, conseguem vender seus produtos.
"Mesmo com a Polícia e a Guarda em cima da gente, dá para vender. Temos que ser rápidos e não marcar bobeira. Qualquer deslize, pode colocar tudo a perder, mas conseguimos faturar mesmo assim", disse a vendedora de acessórios Telma Moraes, que estava acompanhada de sua filha e seu irmão.
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