Brasileira Sandra Corveloni é escolhida melhor atriz em Cannes
da Folha Online
da France Presse, em Cannes (França)
A atriz brasileira Sandra Corveloni ganhou neste domingo o prêmio de Melhor Atriz da 61ª edição do Festival de Cannes por seu papel no filme "Linha de Passe", dos diretores Walter Salles e Daniela Thomas. O prêmio foi entregue pelo ator francês Jean Reno aos dois diretores do longa-metragem.
"Estou orgulhoso por fazer parte do cinema brasileiro e orgulhoso por ver o prêmio ser recebido por uma atriz estreante no cinema", disse Salles ao receber o prêmio no lugar de Sandra, que não foi a Cannes.
A diretora Daniela Thomas falou em português e enviou uma mensagem de solidariedade à atriz, que não pôde viajar a Cannes.
"O prêmio valeu por todo o esforço da equipe", disse Sandra, em São Paulo.
| Guillaume Horcajuelo /Efe |
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| Brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas posam no 61º Festival de Cannes, na França |
"Linha de Passe" havia recebido na semana passada elogios da crítica internacional no Festival de Cannes, e teve uma calorosa acolhida do público em sua estréia no festival.
| Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem |
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| Atriz brasileira Sandra Corveloni ganhou neste domingo o prêmio de melhor atriz em Cannes |
"Linha de Passe" foi filmado na Cidade Líder, em São Paulo. Os personagens laterais --jovens aspirantes a uma carreira no futebol e evangélicos-- reencenam situações comuns à sua biografia, como a participação nas "peneiras" dos clubes para a seleção de jogadores ou em cultos religiosos. Para Salles, "há indícios de que o cinema voltou a ter relação direta com a realidade" e de que os filmes da competição em Cannes refletem "o desejo dos cineastas de falar do seu tempo".
Del Toro
Já o prêmio de melhor ator foi para o portorriquenho Benicio del Toro por seu papel em "Che", do americano Steven Soderbergh.
Benicio del Toro dedicou seu prêmio "ao homem que inspirou este filme, Che Guevara", e agradeceu aos produtores e ao diretor da produção.
A interpretação de Del Toro como o lendário guerrilheiro argentino se destacou no filme de Soderbergh, todo falado em espanhol e dividido em duas partes, com mais de quatro horas de duração no total.
A primeira etapa do filme reconstrói com detalhes o processo iniciado em 1956 com a viagem de Fidel Castro e 80 rebeldes a Cuba e culmina com a entrada dos revolucionários em Santa Clara, em 1959, e a derrubada do ditador cubano Fulgencio Batista.
A segunda começa com a leitura da carta de despedida de Che por Fidel Castro, escrita antes que o célebre revolucionário deixasse Cuba, e segue sua vida na Bolívia, até sua morte na selva.
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